Regra de Bolsonaro coloca Moro e Guedes na berlinda

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Publicado sábado, 1 de dezembro de 2018 as 18:46, por: CdB

Após a cerimônia de entrega dos espadins aos futuros oficiais do Exército, Bolsonaro deixou claro que Guedes, atualmente investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes em fundos de pensão, perderá o cargo uma vez considerado réu no processo.

 

Por Redação – de Resende, RJ

 

Presidente eleito, o capitão reformado Jair Bolsonaro releu, neste sábado, a máxima: “Cadete, ides comandar. Aprendei a obedecer!”, gravada no arco sobre o pátio da Academia Militar das Agulhas Negras, e retomou o bordão da caserna ao avisar que o ministro de sua equipe que responder a processo na Justiça, será sumariamente afastado.

Sob a lente do celular do filho, Flávio, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, conversa com o general Heleno, que integra sua equipe de governo
Sob a lente do celular do filho, Flávio, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, conversa com o general Heleno, que integra sua equipe de governo

Nem mesmo os superministros Sérgio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) estão livres da determinação.

Após a cerimônia de entrega dos espadins aos futuros oficiais do Exército, Bolsonaro deixou claro que Guedes, atualmente investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes em fundos de pensão, perderá o cargo uma vez considerado réu no processo.

Meio Ambiente

— Como conversado com o (Sergio) Moro, qualquer robustez em denúncia, nós afastaremos o respectivo ministro independente de quem ele seja — afirmou Bolsonaro.

Mesmo o ex-juiz e atualmente indicado para a pasta da Justiça, Sérgio Moro, chegou a figurar como suspeito, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de atuar politicamente na campanha de Bolsonaro. Ele se livrou do processo, ao menos por enquanto, ao renunciar à carreira na magistratura. A cúpula do PT tenta processá-lo, agora, na Justiça comum.

Bolsonaro comentou, ainda, as críticas do presidente francês, Emmanuel Macron, quanto ao posicionamento do futuro governo quanto à Carta de Paris, acordo climático mundial que os Estados Unidos rejeitaram e, agora, tende a ser negado também pela diplomacia brasileira.

Palpite

Em resposta, Bolsonaro (PSL) disse que acredita na ciência ao ser questionado sobre a existência do aquecimento global, mas criticou a preservação de florestas pelos países europeus, muitos dos quais fazem dura defesa de acordos sobre mudanças climáticas.

— Eu acredito na ciência e ponto final. Agora, o que que a Europa fez para manter as suas florestas, as suas matas ciliares? O que que eles fizeram? Querem dar palpite aqui? — questionou Bolsonaro, sem levar em conta a diferença temporal no processo civilizatório.

Bolsonaro chegou a afirmar, em final de outubro, que não retiraria o Brasil do Acordo de Paris após ter ameaçado fazê-lo durante a campanha presidencial, reiterou neste sábado que a fiscalização ambiental em seu governo mudará em relação ao modelo de hoje, que criticou duramente.

Multado

Também pontuou que as atuais políticas para indígenas e para o meio ambiente não trabalham em prol do Brasil, mas respondem a interesses de fora do país.

— Sou defensor do meio ambiente, mas dessa forma xiita, como acontece, não. Não vou admitir mais Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Essa festa vai acabar — ameaçou.

A jornalistas, ele afirmou ter recebido uma multa de R$ 10 mil do Ibama por evento registrado “numa hora e dia onde eu tinha botado o dedo no painel de votação em Brasília”.

— Estou na iminência de entrar na dívida ativa. Vou pagar essa multa? Vou. Mas eu sou uma prova viva do descaso, da parcialidade e do péssimo trabalho prestado por alguns fiscais do Ibama e ICMBio — afirmou.

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