Reino Unido mantém conversas produtivas sobre Brexit em Bruxelas, diz David Lidington

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Publicado segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019 as 11:03, por: CdB

Mudanças legais no acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia serão difíceis.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas

Mudanças legais no acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia serão difíceis, mas viagens recentes de ministros britânicos a Bruxelas foram produtivas, disse o vice-primeiro-ministro, David Lidington, nesta segunda-feira.

David Lidington chega à residência oficial da primeira-ministra britânica em Londres

– Minha experiência na semana passada… foi de que há muito mais que chamadas de cortesia. Foi uma discussão muito útil sobre política, tanto dentro do Reino Unido quanto dentro do UE27 – disse Lidington, que serve como ministro do gabinete e estava em Bruxelas na semana passada.

– Reabrir o acordo de retirada… será muito difícil.

Eleição da UE

A centro-direita deve continuar sendo o maior grupo do Parlamento da União Europeia depois das eleições de maio, que também devem testemunhar um aumento de assentos para a extrema-direita, mostrou uma pesquisa do próprio Parlamento nesta segunda-feira.

A aliança alemã entre a União Democrata-Cristã (CDU) e a União Social-Cristã (CSU), liderada pela chanceler Angela Merkel, deve permanecer como o maior partido isolado com 29 cadeiras, mas só uma à frente da Liga italiana, grupo de extrema-direita que hoje participa do governo em Roma.

Suas 27 cadeiras evidenciam como as eleições refletirão o fortalecimento do sentimento nacionalista diante de movimentos pró-UE estabelecidos de toda a Europa. Esta será a votação mais importante do bloco desde a primeira, realizada em 1979, disse o principal porta-voz do Parlamento, Jaume Duch, em uma coletiva de imprensa a respeito das eleições.

Enquanto partidos tradicionais devem manter o predomínio que permitiria a manutenção da ampla coalizão de maioria de centro, que vem tendendo a apoiar propostas do Executivo da UE, um avanço de 40 %  para os radicais de direita equivalente a 14%  dos assentos pode criar ainda mais incerteza política.

O Partido Popular Europeu (EPP), ao qual Merkel pertence, deve conseguir 183 das 705 cadeiras, ou 26 %, na nova câmara, menos do que os 29 % atuais, segundo a compilação de dados de pesquisas nacionais dos 27 Estados-membros, que foi publicado pela equipe da assembleia nesta segunda-feira.

Tal cifra superaria os 135 assentos dos socialistas e democratas de centro-esquerda, cuja parcela diminuiria em 6% e ficaria em 19 %, em parte devido à perda de cadeiras britânicas após a separação da UE, quando o Parlamento se reduzirá para um total de 751 cadeiras.

O governista Partido Conservador do Reino Unido não tem parceria com o EPP. Sua saída afetará os conservadores e reformistas europeus, rebaixando o grupo da terceira para a quinta posição, embora autoridades parlamentares também acreditem que a votação causará uma grande reviravolta das alianças na casa, tornando difícil prever alinhamentos na nova câmara.

Os dois grupos eurocéticos de extrema-direita entre os oito do Parlamento atual devem ver sua participação subir de 10%  para 14 %, apesar da perda dos defensores do Brexit do Partido de Independência do Reino Unido. Isso reflete as conquistas da Liga italiana com suas 21 cadeiras, da AfD alemã com suas 11 e da seis cadeiras que a Reunião Nacional da francesa Marine Le Pen ganhará se as enquetes se provarem certas.

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