Reino Unido tenta elevar pressão sobre Trump por Irã

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Publicado segunda-feira, 7 de maio de 2018 as 11:26, por: CdB

Ministro britânico do Exterior, Boris Johnson, se une aos esforços de Merkel e Macron e viaja a Washington para defender a permanência norte-americana no pacto nuclear

Por Redação, com DW – de Londres:

O Reino Unido se uniu à Alemanha e à França nos esforços diplomáticos para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não abandone o acordo nuclear com o Irã, enquanto se aproxima o prazo final para que a decisão da Casa Branca seja tomada.

“Seria um erro abandonar o acordo nuclear e remover as restrições impostas ao Irã” afirmou o britânico Boris Johnson

Em artigo publicado no domingo no jornal The New York Times, o ministro britânico do Exterior, Boris Johnson; defendeu a permanência americana no tratado e afirmou que, embora tenha algumas falhas; o pacto ainda é a melhor saída para controlar o programa nuclear iraniano.

Johnson já está em Washington para se reunir com o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, e com o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca John Bolton; um ferrenho crítico do pacto nuclear assinado pelo ex-presidente Barack Obama.

Nas últimas semanas, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel; e o presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniram com Trump em Washington para também defender a permanência do país no acordo.

Trump ameaçou retirar seu país do pacto fechado em 2015 entre o Irã; as cinco potências com direito de veto no Conselho de Segurança (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia) e a Alemanha, que deve ser renovado no dia 12 de maio. O presidente exigiu que seus aliados “consertem as terríveis falhas” do tratado, o qual ele chamou várias vezes de “o pior acordo da história”.

O pacto

O pacto prevê que sanções econômicas ao Irã serão levantadas se o país se comprometer a não construir armas nucleares. Teerã; por sua vez, afirma que não obteve os benefícios esperados apesar de cumprir com as obrigações previstas no acordo.

– (O acordo) tem suas fraquezas, mas estou convencido de que pode ser remediado. Neste exato momento, o Reino Unido trabalha junto ao governo Trump e nossos aliados franceses e alemães para assegurar que isso ocorra – escreveu Johnson em seu artigo.

– Nessa conjuntura delicada, seria um erro abandonar o acordo nuclear e remover as restrições impostas ao Irã – afirmou o ministro.

Ele ressaltou que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); têm obtido acesso às instalações nucleares iranianas; “aumentando as perspectivas de que possam encontrar quaisquer tentativas de construir uma arma”.

Irã

– Agora que essas algemas estão colocadas, não vejo possíveis vantagens em jogá-las fora. Apenas o Irã sairia ganhando com o abandono das restrições a seu programa nuclear – afirmou.

O ministro destacou que a manutenção do acordo ajudará também a conter o; que chamou de “comportamento regional agressivo de Teerã”; e que todas as demais alternativas são piores. “O curso mais sábio seria melhorar as algemas ao invés de quebrá-las.”

O presidente do Irã, Hassan Rohani, advertiu que os EUA enfrentarão um “arrependimento histórico” se saírem do acordo nuclear, e reiterou que seu país se recusará a negociar um novo pacto.

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