Relações entre OMS e China melhoram

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado quinta-feira, 12 de junho de 2003 as 11:20, por: CdB

A OMS (Organização Mundial de Saúde) disse que está satisfeita com os dados apresentados pelo governo chinês sobre a rápida diminuição do número de casos de Sars, a pneumonia atípica, no país.

O diretor executivo para doenças transmissíveis da OMS, David Heymann, que esteve na China para verificar os progressos, disse em Pequim que o país melhorou seu sistema para identificar os casos de Sars, e também para rastrear aqueles que teriam tido contato com pacientes contaminados, para evitar novas contaminações.

Nesta quinta-feira, a China – o país mais afetado pela doença – não apresentou nenhum novo caso de contaminação da pneumonia atípica, mas Heymann advertiu para o risco de complacência.

Ele disse também que ainda não se conhece a origem da Sars, e também não se sabe se é uma doença sazonal. A OMS indicou que a epidemia global de Sars pode estar chegando ao fim, mas afirmou que continua extremamente preocupada com a ressurgência dos casos em alguns países, como o Canadá.

Números

Hitoshi Oshitani, conselheiro regional da OMS em doenças transmissíveis, disse em Manila, capital das Filipinas, que “em termos de números de casos, estamos vendo o fim da explosão. Mas não sabemos se é a mesma coisa que vimos em Toronto, (onde o número de novos casos diminuiu, mas depois voltou a crescer)”.

Ele disse ainda que “se ainda houver casos na China, ou em outros países, eles podem significar uma nova epidemia”.

A diretora-geral da OMS, Gro Harlem Brundtland, disse que “é muito importante que os países permaneçam em alerta, que não relaxem em relação à doença”.

Apesar da diminuição do número de novos casos na China, a OMS ainda não decidiu se vai suspender a advertência para viagens ao país.

O representante da OMS, David Heymann, elogiou os dados apresentados pela China sobre a doença. Ele disse que vai levar as informações para a diretora da OMS na sexta-feira, para que ela decida quando suspender a advertência.

A doença já provocou a morte de cerca de 800 pessoas, e contaminou mais de 8 mil em todo o mundo.