Relatos de racismo e homofobia disparam em jogos de futebol no Reino Unido

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Publicado sexta-feira, 4 de setembro de 2020 as 13:35, por: CdB

Relatos de ataques racistas e homofóbicos em jogos de futebol no Reino Unido atingiram um recorde no último ano, apesar da interrupção da temporada causada pela pandemia de coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Londres

Relatos de ataques racistas e homofóbicos em jogos de futebol no Reino Unido atingiram um recorde no último ano, apesar da interrupção da temporada causada pela pandemia de coronavírus.

Wilfried Zaha, do Crystal Palace
Wilfried Zaha, do Crystal Palace

A discriminação registrada na temporada 2019/20 em jogos profissionais aumentou 42%, para 446, sendo que o ataque homofóbico quase dobrou e os relatos de racismo subiram 53%, de acordo com o Kick It Out, um grupo de combate à discriminação que analisa os incidentes.

O aumento ocorre em meio à pressão global sobre o racismo provocada pelos protestos do movimento Black Lives Matters, embora defensores de grupos LGBT+ tenham dito que o aumento se deveu em parte aos torcedores estarem mais dispostos a denunciar abusos, até mesmo por apoiadores de seu próprio time.

– Há muito menos estigma sobre denunciar, de certa forma, isso é muito encorajador – disse Rodney Kumar, porta-voz do Kick It Out, à Thomson Reuters Foundation.

– Mas, obviamente, é bastante alarmante que tenhamos visto grandes aumentos no que diz respeito a todas as formas de discriminação no futebol, o que queremos combater.

Em julho, um menino de 12 anos foi interrogado pela polícia depois que Wilfried Zaha, atacante do Crystal Palace e da Costa do Marfim, recebeu mensagens racistas no Instagram, incluindo uma foto da Klu Klux Klan.

Relatos de todos os tipos de discriminação nas redes sociais caíram quase 24%. Kumar atribuiu isso em parte à ação mais rápida das empresas para remover o ataque online.

Donos do Manchester City

Os proprietários do Manchester City adquiriram uma participação majoritária no time francês da segunda divisão Esperance Sportive Troyes Aube Champagne (ESTAC), mais conhecido como Troyes, informou o City Football Group (CFG) na quinta-feira.

O CFG, cuja rede agora abrange 10 times e também inclui a equipe da Major League Soccer Nova York City e o time espanhol Girona, disse que comprou as ações do antigo dono Daniel Masoni. Acrescentou que o empresário francês Maxime Ray adquiriu uma participação minoritária e fará parte da diretoria do clube francês.

– Já há algum tempo nos interessamos pelo futebol francês e há muito admiramos o ESTAC, por isso estamos muito satisfeitos por termos concluído a aquisição do nosso décimo clube e termos uma presença permanente na França – disse o CEO do CFG, Ferran Soriano, em comunicado.

– Este é um marco para o CFG e demonstra como nosso modelo continua a se adaptar e crescer em um espaço de tempo relativamente curto.

O ESTAC, fundado em 1986, ganhou a Copa Intertoto em 2001 e conquistou o título da Ligue 2 em 2014-15 antes de ser rebaixado da Ligue 1 na temporada seguinte.