Relógio histórico do Largo da Carioca é restaurado

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Publicado quinta-feira, 24 de outubro de 2019 as 13:07, por: CdB

O relógio faz parte da história do Rio e do Brasil, e desde 1983 é tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por intermédio da Gerência de Monumentos e Chafarizes, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação, entregou aos moradores da Cidade Maravilhosa o Relógio do Largo da Carioca, no Centro, totalmente restaurado. Um detalhe tem chamado a atenção de quem passa pelo local a cada hora cheia: a música que ecoa em todo o espaço. Há quase duas décadas o relógio não tocava as canções devido a problemas técnicos, vandalismo, furto de peças e desgaste natural.

Relógio do Largo da Carioca: restauração feita, para alegria dos frequentadores do local
Relógio do Largo da Carioca: restauração feita, para alegria dos frequentadores do local

É uma música diferente para cada hora redonda, das 7h às 21h, num repertório variado que permeia da clássica Aleluia, de Haendel, à marchinha Tá chegando a hora, de Rubens Campos e Henricão, passando por Cidade Maravilhosa, de André Filho; Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; Valsa de uma cidade, de Ismael Netto e Antonio Maria, e As Bachiana no 5 de Villa Lobos. Como já era tradição, às 18h toca Ave Maria, de Gounod. A sequência é sempre a mesma da última reforma da peça, em 1999, que passou a marcar as horas por toques de sino.

A Gerência de Monumentos e Chafarizes teve um parceiro importante para que o relógio voltasse a funcionar plenamente. A restauração foi bancada pelo Condomínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao custo de R$ 388 mil. O serviço foi realizado pela AQ Engenharia e durou seis meses. O trabalho incluiu reprodução de peças de ferro fundido, consertos na pedra e polimento das partes com ferrugem.

O relógio faz parte da história do Rio e do Brasil, e desde 1983 é tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac).

História

O monumento é de 1909 e era originalmente um lampadário decorativo, composto por peças ornamentais feitas em ferro fundido. Foi o segundo do Rio, pois o primeiro lugar da cidade a ganhar esse tipo de iluminação pública foi a Lapa, em 1906, na então Avenida Central, atual Rio Branco.

Vera Dias, gerente de Monumentos e Chafarizes da Prefeitura disse que, para facilitar futuros trabalhos de recuperação e restauração, toda a peça está sendo escaneada em três dimensões. Uma equipe de digitalização de patrimônio, munida inclusive de drone, tem colhido imagens do monumento.

— A igreja (convento de Santo Antônio, no mesmo largo) é uma construção que já chama atenção e ter mais esse elemento na praça, sobre o desenho de pedras portuguesas de Burle Marx é muito importante para a cidade e para a autoestima do carioca — aponta a gerente de monumentos, que destaca a importância da parceria e a adoção do Monumento pelo BNDES.

 

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