Residência oficial do último imperador da China será museu

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Publicado terça-feira, 10 de junho de 2003 as 04:40, por: CdB

A residência oficial do último imperador da China, Pu Yi, na cidade portuária de Tianjin será restaurada para ser transformada em museu, informou nesta terça-feira a agência estatal de notícias.

O imperador Pu Yi, deposto em 1911, foi levado a esta residência em 1925, depois que o general Feng Yuxaing ordenou sua saída da Cidade Proibida, residência dos imperadores das dinastias Ming e Qing.

O Filho do Céu, como se chama também aos imperadores chineses, não tinha saído jamais de seu palácio, situado em frente da praça de Tiananmen (Porta da Paz Celestial) de Pequim.

Pu Yi, que chegou ao trono em 1909 com apenas três anos de idade, viveu na residência de Tianjin com suas quatro esposas até que se mudou em 1931 ao norte da China em qualidade de imperador do regime de Manchukuo, controlado de fato pelas forças japonesas que tinham ocupado parte do território chinês.

A mansão, de 2.063 metros quadrados de superfície construída, será aberta ao público após dois anos de trabalhos, assinala a fonte.

A residência de Pu Yi em Manchukuo, situada na cidade de Changchun (província de capital de Jilin, norte), está sendo restaurada também.

As autoridades de Changchun invistiram nos últimos anos 7,8 milhões de dólares na manutenção e restauração de uma das principais atrações turísticas da cidade.

Em 1945, quando o Japão se rendeu ante as forças aliadas na Segunda Guerra Mundial, Pu Yi foi aprisionado pelas tropas soviéticas quando tentava escapar do Japão, e posteriormente foi entregue às forças comunistas em 1950.

Anistiado em 1959, Pu Yi morreu em 1967 aos 61 anos de idade, justo quando começava um dos períodos mais difíceis da China comunista, a Revolução Cultural (1967-1977).