Rice não quer divisão de poderes com a ONU no Iraque

Arquivado em: Arquivo CDB
Publicado sábado, 5 de abril de 2003 as 09:45, por: CdB

Condoleezza Rice, secretária americana de Segurança Nacional, disse que as forças comandadas pelos Estados Unidos no Iraque – e não a Organização das Nações Unidas (ONU) – devem assumir a liderança do país depois da guerra.

Para ela, isso não deveria surpreender ninguém, já que os americanos teriam sacrificado “suas vidas e seu sangue” pelo que ela classifica de “liberação” do Iraque.

Rice disse que, inicialmente, o Iraque seria, na prática, administrado por um gabinete chefiado pelo general da reserva americano Jay Garner, sob a batuta do Pentágono.

As opiniões da secretária contrastam, entretanto, com o que o secretário de Estado, Colin Powell, vem advogando. Para ele, já foi iniciado um diálogo sobre o papel da ONU no Iraque.

Europa

A França, a Alemanha e a Rússia defendem uma participal central da ONU no Iraque, principalmente no que diz respeito ao trabalho humanitário.

O ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin, afirmou que o Iraque está à beira de uma catástrofe humana.

O correspondente da BBC Justin Webb afirma que a Grã-Bretanha também quer um envolvimento da ONU ainda nos estágios iniciais da reconstrução.

Powell disse também que, inicialmente, após o fim das hostilidades, os comandos americano e britânico seriam responsáveis pela segurança do Iraque, o que incluiria encontrar e destruir as supostas armas de destruição em massa, assim como desarmar as tropas iraquianas.

O secretário de Estado americano disse, contudo, que os Estados Unidos pretendem que, em breve, os próprios iraquianos estabeleçam uma administração interina.

Colin Powell afirmou que o trabalho de reconstrução do Iraque iria requerer o envolvimento conjunto de toda a comunidade internacional.