Rio faz acolhimento de população em situação de rua na Lapa

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Publicado sexta-feira, 11 de outubro de 2019 as 13:50, por: CdB

Durante a operação, foram realizadas diversas abordagens, sempre com o objetivo de convencer os cidadãos a buscarem o tratamento.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio realizou, na noite de quinta-feira, dia 10 de outubro, a quinta ação do programa Resgate Solidário, de acolhimento de pessoas em situação de rua para desintoxicação e tratamento contra a dependência química.

Prefeitura faz ação de acolhimento na Lapa
Prefeitura faz ação de acolhimento na Lapa

A operação foi realizada na região central da cidade, abrangendo a Lapa e a Praça da Cruz Vermelha, área que também recebe, desde o início da semana, ação da força-tarefa municipal para ampliar o ordenamento e conservação urbanos. Ao todo, 11 pessoas receberam atendimento, sendo que três foram encaminhadas a unidades de saúde.

A operação foi integrada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e contou com 40 agentes das Coordenadoria de Cuidado e Prevenção às Drogas (CPD) e Guarda Municipal (vinculadas à Seop), da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH), da Superintendência do Centro, da Comlurb, além da Polícia Militar.

O Rio é a primeira cidade do país a adotar medidas desse tipo de acolhimento, respaldada pela Lei 13.840, de junho de 2019, do Governo Federal. O programa segue ainda o decreto 46.314, do prefeito Marcelo Crivella, que regula internações voluntárias e involuntárias no município e prescreve medidas para a reinserção social das pessoas em situação de rua.

Operação

– A Prefeitura do Rio foi a pioneira no país na implantação da lei, garantindo recursos do Ministério da Cidadania. Foi montada uma equipe multidisciplinar capacitada para acolher, que conta com o suporte da rede municipal de saúde na recuperação dos dependentes, que em até 90 dias podem ser encaminhados para comunidades terapêuticas para reintegração social. O trabalho do Resgate Solidário desta quinta vem somar às ações de melhorias urbanas que a Prefeitura está promovendo na região da Lapa e arredores desde o início da semana por determinação do prefeito Marcelo Crivella. Também estamos atendendo às solicitações que chegam ao canal 1746, além de solucionar questões de desordem levantadas por nosso setor de inteligência – informou o secretário de Ordem Pública, Paulo Amendola, que acompanhou a operação.

No último dia 2 de outubro, o prefeito anunciou também a contratação de 225 vagas em comunidades terapêuticas (CTs) para o atendimento e o acolhimento gratuito de dependentes químicos que vivem nas ruas da cidade. A iniciativa é uma parceria com o governo federal, responsável pelo repasse de R$ 2,7 milhões por ano para o programa, e irá reforçar a ações para recuperação e ressocialização deste público, como as realizadas pelo Resgate Solidário.

Durante a operação, foram realizadas diversas abordagens, sempre com o objetivo de convencer os cidadãos a buscarem o tratamento. Segundo Douglas Manassés, da Coordenadoria de Cuidado e Prevenção às Drogas,  foram realizados 11 atendimentos.

– O contato é feito de forma humanizada, sob a forma de convite buscando entender e respeitando a situação e a vivência de quem se encontra nas ruas – explicou Manassés.

Moradores e turistas 

Deste total, três foram encaminhados para atendimento hospitalar: um para o Hotel Popular da Central do Brasil, outro para a Central de Acolhimento da Ilha do Governador, e o terceiro foi para o Centro de Referência de Assistência Social (Creas) da Zona Sul. Cinco não aceitaram ajuda e resolveram voltar para a rua. Iniciado no dia 5 de setembro, o “Resgate” já fez o atendimento de 60 pessoas nas cinco ações já realizadas, sendo três em Copacabana, uma em Ipanema e esta agora na região central da cidade.

A ação foi comemorada por moradores e turistas que visitavam o Largo da Lapa, ponto de comando do Resgate Solidário.

– Quando você observa essa preocupação do poder público em trazer segurança para a sociedade, isso é muito importante. Me surpreendeu. Estão de parabéns – reconheceu Roberto Marinho Gonçalves, de Rondônia, em sua primeira visita ao Rio. Sua esposa, Aline, elogiou ainda o trabalho acolhimento:

– Não se pode retirar uma pessoa e recolocar em outro ponto da rua. Tem que ter um destino social para eles.

A comandante da GM-Rio, inspetora Tatiana Mendes, participou da ação e comemorou  cada vez que uma pessoa em situação de rua  aceitava a ajuda da equipe da Prefeitura.

– Não dá para passar ao lado destas pessoas nas calçadas e achar que nada está acontecendo. São seres humanos que não podem ser deixados de lado. Estão doentes e precisam de ajuda –  afirma.

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