Rio cria gabinete de crise para novo coronavírus

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Publicado sexta-feira, 20 de março de 2020 as 12:05, por: CdB

A prefeitura do Rio de Janeiro criou um gabinete de crise para organizar e executar as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro criou um gabinete de crise para organizar e executar as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O decreto de criação do gabinete foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial do Município.

Passageira de ônibus BRT, aderem ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus
Passageira de ônibus BRT, aderem ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus

O gabinete, a ser chefiado pelo secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg de Paula Faria, ou por alguém designado por ele, ficará responsável por integrar todos os órgãos da prefeitura em torno das ações contra a doença.

Na quinta, a prefeitura anunciou novas medidas de enfrentamento à pandemia, como o fechamento de quiosques localizados nas praias e perto de boates, a contratação de 280 profissionais de saúde concursados, a oferta de 400 vagas em hotéis para idosos e gestantes moradores de rua e a suspensão temporária de Riocard para os alunos da rede municipal, entre outras.

A prefeitura enviou também um pedido à Câmara dos Vereadores para alterar a escala de trabalho dos guardas municipais, de 12 horas de trabalho por 60 horas de descanso para 12 por 36 horas.

Comércio do Rio

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus já podem ser sentidos no comércio de bens, serviços e turismo no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a Federação do Comércio do estado (Fecomércio RJ), os empresários do segmento já observaram uma queda de 50% na demanda, nos últimos sete dias.

A expectativa é que o impacto seja ainda maior nos próximos sete dias. Os empresários acreditam que a falta de demanda no setor deva atingir 70%. Aproximadamente 83% do empresariado fluminense esperam que terão problemas.

Se as restrições permanecerem por 30 dias e as expectativas negativas dos empresários se concretizem, estima-se uma perda de R$ 30 bilhões no mês, na economia do Estado do Rio de Janeiro, avalia a federação.