Rio desiste de criar autódromo na Floresta de Camboatá

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Publicado segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021 as 14:03, por: CdB

A prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que desistiu de construir um autódromo na Floresta de Camboatá, na Zona Oeste da cidade do Rio. Segundo a nota divulgada, a prefeitura pediu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) o arquivamento do processo de licenciamento ambiental do autódromo.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira que desistiu de construir um autódromo na Floresta de Camboatá, na Zona Oeste da cidade do Rio.

Prefeitura do Rio desiste de criar autódromo na Floresta de Camboatá

Segundo a nota divulgada, a prefeitura pediu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) o arquivamento do processo de licenciamento ambiental do autódromo.

De acordo com o município, é um patrimônio ambiental da cidade do Rio e funciona como conexão entre os maciços da Pedra Branca e do Mendanha.

Além disso, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente reabriu o processo, iniciado em 2013, para criar uma unidade de conservação na área.

A área possui cerca de 200 mil árvores de 146 espécies, das quais 14 são consideradas ameaçadas, em um terreno de Mata Atlântica de baixada. Também foram encontradas ali 150 espécies de aves e 19 de mamíferos.

Inea

O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) publicou parecer técnico no dia 27 de outubro do ano passado em que aponta diversos problemas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado pela prefeitura do Rio de Janeiro para justificar a construção de um autódromo na área conhecida como Floresta do Camboatá, no bairro de Deodoro, Zona Oeste da capital fluminense. Dessa forma, ficou bloqueada a concessão da licença ambiental para a obra.

O documento, com mais de 100 páginas, foi enviado à Procuradoria do Inea. O parecer do entidade jurídica do Instituto é o próximo passo do processo que visa à concessão ambiental. Contrariando a visão da prefeitura do Rio, a equipe técnica do órgão ambiental considerou que a Floresta do Camboatá não é o melhor local para a realização da obra.

“Há forte indício de que outras alternativas locais apresentadas têm características ecológicas menos complexas e provavelmente com menor biodiversidade … “, diz o parecer técnico.

As outras opções citadas no EIA da prefeitura do Rio também estão localizadas na Zona Oeste da cidade: uma área usada como campo de instrução do Exército, no bairro de Gericinó;  um espaço próximo à uma cervejaria no Campo Grande; uma área na Estrada Aterrado do Leme, ao lado da Avenida Brasil, em Santa Cruz;  Cidade das Crianças,  na Rodovia Rio-Santos; e o espaço do antigo Centro de Instrução de Operação Especial do Exército, em Deodoro.

O parecer técnico do Inea também apontou diferenças entre o que foi apresentado no relatório da Prefeitura e aquilo que foi constatado no próprio terreno. Segundo o órgão ambiental  cursos d’água que constam no documento da prefeitura não foram encontrados na área da Floresta. O órgão também constatou irregularidades no registro profissional de biólogos participantes da elaboração do EIA apresentado pela prefeitura do Rio.
Contatada pela  Agência Brasil, a assessoria de imprensa da prefeitura do Rio de Janeiro informou que “o executivo carioca recebeu o parecer técnico do Inea.
A obra do novo autódromo de Deodoro, na Floresta do Camboatá, é um processo que se arrasta desde 2010, com várias idas e vindas, envolvendo a prefeitura, o INEA, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a Justiça estadual, órgãos do Governo Federal e empresas privadas.

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