Rio distribui remédios do kit intubação para municípios

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Publicado segunda-feira, 19 de abril de 2021 as 11:54, por: CdB

A secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) fez nesta segunda-feira a distribuição de 279 mil unidades de sedativos e de bloqueadores, que compõem o chamado kit intubação, enviadas pelo Ministério da Saúde, para uso em 70 hospitais do Estado.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) fez nesta segunda-feira a distribuição de 279 mil unidades de sedativos e de bloqueadores, que compõem o chamado kit intubação, enviadas pelo Ministério da Saúde, para uso em 70 hospitais do Estado. Com a entrega desta segunda-feira, a SES completa a distribuição de 373 mil unidades dos medicamentos, que começou na quinta-feira passada. A previsão da secretaria é de que a quantidade enviada pelo Ministério da Saúde seja suficiente para o período de até 10 dias de atendimento. De acordo com SES, o lote é composto por cisatracúrio, besilato 10mg; fentanila, citrato 0,05 mg/ml; midazolam 5 mg/ml; e propofol 10 mg/ml.

Serão disponibilizados 279 mil unidades de sedativos e de bloqueadores

A operação logística desta segunda-feira inclui helicópteros da SES, do governo do Estado, agentes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, que decolaram desde as 7h, do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar e do 12º BPM, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. As aeronaves levam medicamentos para 34 municípios. Outra parte dos insumos é retirada por hospitais do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá diretamente na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) do Estado, também em Niterói.

Na semana passada, 94 mil unidades de medicamentos já tinham sido liberadas a 75 hospitais. Segundo a SES, esses remédios são para uso específico do tratamento de pacientes com covid-19 em leitos Sistema Único de Saúde (SUS).

Na visão do governo do Estado, as ações da SES para manter o abastecimento dos sedativos e bloqueadores nos hospitais públicos e privados com leitos covid-19 inseridos no Plano de Contingência do Estado têm surtido efeito. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, todos os esforços estão voltados para salvar vidas e o momento depende de muito planejamento e uso consciente dos medicamentos.

Chaves garantiu que a SES tem se empenhado para que as unidades não fiquem desabastecidas e para isso, fez inclusive a aquisição dos medicamentos, que devem ser comprados pelas próprias gestões das unidades. O secretário também destacou que os gestores dos hospitais precisam destinar o uso desses medicamentos de forma prioritária aos pacientes que necessitam de entubação dentro do protocolo do tratamento da covid-19. “O cenário é preocupante, não só no Estado do Rio de Janeiro, como em todo o país, mas estamos trabalhando diuturnamente para solucionar esta questão com legalidade e agilidade necessária”, completou.

Conforme a secretaria, a entrega da última semana foi composta por medicamentos comprados pela própria pasta, por meio da adesão a uma ata do Ministério da Saúde, que incluía um aditivo de 50% do quantitativo. A SES informou ainda que também realiza um processo de compra para suprir a necessidade do Estado para os próximos três meses. “Todas as etapas dos processos serão compartilhadas com o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública, visando dar transparência às aquisições”.

– Ressaltamos que os medicamentos entregues complementam os estoques dos hospitais, que também são compostos por medicamentos adquiridos pela gestão da própria unidade e/ou município gestor.

Capital

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que retirou, na quinta-feira e no sábado, lotes de sedativos e bloqueadores neuromusculares na central de distribuição da Secretaria de Estado de Saúde. “Todas as unidades encontram-se abastecidas, com estoque para os próximos dias. Novas entregas pelo Ministério da Saúde estão previstas para ocorrer, mantendo o abastecimento”, disse, sem revelar para quantos dias o estoque é suficiente.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse na última sexta-feira, que com a escassez de medicamentos foi feito remanejamento de insumos, inclusive os que estavam no Centro de Controle de Zoonoses. “Todas as cirurgias eletivas estão suspensas na cidade do Rio de Janeiro. a medida inclui as cirurgias no centro de veterinária. Não faz o menor sentido continuar consumindo itens essenciais de entubação para a saúde humana nas unidades veterinárias, então, a gente está utilizando todo esse material relativo a sedativos e intra bloqueadores neuro musculares nas unidades em que tem um alto atendimento de pessoas com covid-19 ou outras doenças que são necessárias a entubação”, informou durante a apresentação do 15º Boletim Epidemiológico da prefeitura do Rio.

Soranz explicou que o Ministério da Saúde centralizou a compra desses medicamentos e faz as entregas, por meio do governo do Estado, que é responsável pela logística da distribuição às unidades municipais, federais e universitárias e também para o remanejamento da rede privada. “A gente insiste que nenhum hospital deve ter estoques muito longos para não faltar em outro e para que a gente possa fazer o remanejamento e manter a rede abastecida”.