Rio: intervenção começa inspeção nos batalhões da Polícia Militar

Arquivado em: Polícia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 14 de março de 2018 as 13:12, por: CdB

Em declaração à tropa, Sinott explicou que o objetivo é fazer um diagnóstico das áreas funcionais, para identificar as dificuldades e resgatar a capacidade operacional da unidade

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro começou nesta quarta-feira o trabalho de inspeção em unidades da Polícia Militar e Civil do Estado. Pela manhã, a comitiva liderada pelo chefe do gabinete, general Mauro Sinott, vistoriou o Batalhão de Bangu (14º BPM), em Gericinó, na zona oeste da cidade.

Intervenção começa inspeção nos batalhões da Polícia Militar no Rio

Em declaração à tropa, Sinott explicou que o objetivo é fazer um diagnóstico das áreas funcionais; para identificar as dificuldades e resgatar a capacidade operacional da unidade.

– Viemos na ponta da linha do batalhão para identificar gargalos que possam interferir na operacionalidade. Vamos passar o dia inteiro conversando e confrontando as informações que recebermos e; de posse dessas informações, vamos verificar in loco nesse batalhão como essas dificuldades estão refletidas na ponta da linha.

Ele detalhou que a intervenção vai trabalhar dois grandes eixos, sendo um as ações estruturantes, para resolver gargalos da Polícia Militar, e o outro em ações emergenciais, com as operações para buscar no curto prazo a sensação de segurança para a população.

PM

– O responsável por essa sensação de segurança é a Polícia Militar. Durante um tempo vamos trabalhar juntos para, depois, a PM retomar sua capacidade e trabalhar sozinha. Hoje é um dia marcante, porque é o primeiro batalhão que acompanhamos de perto. Vamos visitar outros e contamos com a compreensão dos senhores para clarear e aproveitar nosso trabalho.

O general não falou com a imprensa. O porta-voz do gabinete, coronel Roberto Itamar, explicou que será feita uma inspeção por semana a unidades das polícias Militar e Civil. Segundo ele, a inspeção começou pelo 14º Batalhão por causa da proximidade com a Vila Kennedy, onde as Forças Armadas têm feitos diversas operações desde a semana passada. Roberto Itamar adiantou que o modelo usado no local servirá como piloto para outras ações da intervenção.

A Vila Kennedy

– A Vila Kennedy é neste momento uma prioridade das ações da intervenção federal; já que se tornou, em função de vários acontecimentos que envolveram a ação iniciada na última semana naquela localidade. Foi uma questão de oportunidade; já que quando a intervenção foi assinada, a operação que aconteceria em seguida, pela GLO (Garantia da Lei e da Ordem); que já vinha planejada. Essa operação deu início a uma série de ações e mesmo reações por parte da criminalidade que conduziram a uma prioridade dessa área da Vila Kennedy.

Sobre a declaração feita na terça-feira pelo presidente de facto Michel Temer, de que a intervenção pode ser interrompida em setembro para que o Congresso Nacional possa votar a reforma da Previdência, o coronel disse que o interventor federal foi nomeado por decreto do presidente e, enquanto durar a intervenção, o gabinete vai “trabalhar com toda a dedicação e com todo o interesse para apoiar as ações na área da segurança pública do Rio de Janeiro”.

– Vamos realizar o que for necessário, solucionar os problemas que têm para ser solucionados e; que estejam alcance de ser solucionados, independentemente do tempo que dure essa intervenção. Se ela for até dezembro, até lá estaremos trabalhando; com bastante dedicação tentando alcançar os objetivos impostos. E, no momento que for interrompido; obviamente que essa situação retorna ao normal; e já aí nesse momento esperamos ter deixado para os órgãos da segurança o legado que possa ter continuidade das ações, porque eles estão sendo liderados pelos próprios integrantes das suas instituições.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *