Rio: Justiça já mandou soltar 114 presos em operação contra milícia

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Publicado sexta-feira, 27 de abril de 2018 as 11:56, por: CdB

Ao todo, a Operação Medusa prendeu 159 pessoas e apreendeu sete menores de idade que participavam de um show de pagode em um sítio em Santa Cruz, na zona oeste do Rio

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Até o momento, dos 137 presos na operação contra a milícia no dia 7 deste mês que tiveram a prisão preventiva revogada, 114 já deixaram o sistema prisional. A informação é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Justiça já mandou soltar 114 presos em operação contra milícia no Rio

O juiz Eduardo Marques Hablitschek, da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz; determinou a soltura de 137 detidos a pedido do Ministério Público do Estado. Durante toda a quinta-feira; familiares aguardavam a liberação dos detidos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio.

Operação Medusa

Ao todo, a Operação Medusa prendeu 159 pessoas e apreendeu sete menores de idade que participavam de um show de pagode em um sítio em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

No último dia 19, a Justiça já havia revogado a prisão preventiva do artista de circo Pablo Dias Bessa Martins; também detido na operação policial. Ele viajou na terça-feira para a Suécia, a trabalho.

A expectativa é que os 23 restantes saiam na manhã desta sexta-feira. A Defensoria Pública do Estado (DPE); acompanha o processo de liberação e informou; que o procedimento estava sendo feito de forma ágil. Em nota, o órgão; que assiste diretamente 36 dos presos, declarou que a libertação deles é o início da correção dos graves erros e injustiças ocorrido; desde o início da Operação Medusa.

Observatório da Intervenção

Ao participar na quinta do lançamento do relatório do Observatório da Intervenção, o sub-defensor público do Estado, Rodrigo Pacheco; afirmou que a Defensoria Pública tem se posicionado em relação a várias ações; e que “não tem como dissociar essa prisão de 159 pessoas da intervenção federal”. “(Essa prisão)foi apresentada como um troféu da intervenção federal”, disse. “A intervenção está extremamente politizada, esse caso está muito politizado, e o nosso papel é despolitizá-lo”, destacou.

A operação foi apontada pela polícia como a maior ação de enfrentamento à milícia no estado do Rio. No entanto, desde as prisões, a DPE e familiares denunciaram a arbitrariedade do encarceramento em massa e o fato de a maioria dos presos não ter antecedentes criminais e exercerem trabalhos com carteira assinada. A Justiça manteve a prisão de 21 pessoas, seis delas não têm antecedentes criminais e nunca foram investigadas por integrar milícia.

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