Rio não vai liberar salões de beleza e academias

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Publicado terça-feira, 12 de maio de 2020 as 12:35, por: CdB

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recomendaram que o Estado decrete o isolamento total, conhecido como lockdown. A medida está em estudo pelo governo.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Mesmo com o decreto publicado na segunda-feira em edição extra do Diário Oficial da União que incluiu academias de ginástica, cabeleireiros, barbearias e salões de beleza como atividades essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, o Rio de Janeiro não vai liberar essas atividades por enquanto.

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O governo do Estado informou que não vai acatar o decreto do presidente, baseado na decisão do Supremo Tribunal Federal  que legou aos estados e municípios o poder de definir que medidas adotar para evitar a propagação da covid-19, de acordo com a realidade local. Portanto, todas as medidas restritivas já impostas permanecem em vigor até 31 de maio, conforme previsto em decreto do governador Wilson Witzel.

Estão mantidos o fechamento de escolas públicas e privadas, creches e instituições de ensino superior; de cinemas, teatros e afins; a suspensão de eventos esportivos, culturais, shows, feiras científicas, entre outros, em local aberto ou fechado. Academias, centros de lazer e esportivos e shoppings também devem permanecer fechados, bem como a população fluminense não deve frequentar praias, lagoas, rios, piscinas públicas e clubes.

Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recomendaram que o Estado decrete o isolamento total, conhecido como lockdown. A medida está em estudo pelo governo.

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que, caso tome alguma iniciativa no sentido de autorizar o funcionamento de outros tipos de estabelecimentos, irá informar a imprensa e a população. “As medidas da Prefeitura do Rio têm sido tomadas com a comunidade científica, conforme a análise da curva de avanço da doença, sempre com foco na prevenção do contágio e preocupação com a vida das pessoas”.