Rio: MP e polícia fazem operação contra o jogo do bicho

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Publicado segunda-feira, 13 de agosto de 2018 as 11:30, por: CdB

O policial aposentado Allan Kardec era o elo entre os criminosos e as delegacias, informou a Polícia Civil.  A sofisticação da quadrilha chegava ao ponto de oferecer plano de saúde e tinha um setor de tesouraria

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram nesta segunda-feira a Operação Saigon, para combater o jogo do bicho em Niterói e na Região dos Lagos.

Polícia e MP fazem operação contra o jogo do bicho no Rio

Durante a ação, foram presos os chefes da quadrilha, os irmãos Luis Anderson e Alexandre de Azeredo Coutinho. Luis Anderson foi preso no bairro de Icaraí, em Niterói, junto com a esposa, e Alexandre foi detido em Cabo Frio. Segundo a polícia, a quadrilha movimentava até R$ 10 milhões por mês.

Os agentes cumprem 23 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão contra denunciados por crimes de organização criminosa e peculato, entre eles policiais civis e militares. As investigações comprovam que os irmãos corrompiam funcionários públicos, principalmente agentes da Força de Segurança. Contava também com a atuação de policiais e ex-policiais.

O policial aposentado Allan Kardec era o elo entre os criminosos e as delegacias, informou a Polícia Civil.  A sofisticação da quadrilha chegava ao ponto de oferecer plano de saúde e tinha um setor de tesouraria.

Tráfico de drogas

Policiais da 77ª DP, de Icaraí, estiveram nas ruas na semana passada para cumprir 81 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de compor uma quadrilha que atua na venda ilegal de drogas em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A Operação Pé de Pano, realizada em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público, tem o objetivo de desarticular a organização criminosa do tráfico no Morro do Cavalão, na Zona Sul da cidade.

As investigações identificaram que, além de 14 pontos de vendas instalados pelo grupo dentro da própria comunidade do Cavalão, a quadrilha também atua no abastecimento de outras comunidades de Niterói e ainda revende as drogas em presídios.

Segundo o MPRJ, os suspeitos também contam com o serviço de moto táxi para facilitar a venda de drogas em outras regiões, inclusive para crianças e adolescentes. Para o MP, essas articulações “tornam o tráfico no Cavalão altamente nocivo para a população”.

As investigações mostram que o líder do grupo, Reinaldo Medeiros, conhecido como Kadá, comanda o grupo de dentro do Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ainda segundo o MPRJ, Kadá conta com a ajuda de parentes que, em visita ao presídio de segurança máxima, repassam suas ordens aos demais criminosos de Niterói.

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