Rio: polícia faz segunda fase de operação de combate à fraude na Previdência

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Publicado sexta-feira, 12 de janeiro de 2018 as 11:48, por: CdB

Segundo a PF, médicos e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão envolvidos no esquema, que pode ter causado prejuízo à Previdência

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a segunda fase da Operação Cardiopatas, que investiga uma organização criminosa especializada em fraudar a previdência. Segundo a PF, médicos e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão envolvidos no esquema, que pode ter causado prejuízo à Previdência superior a R$ 4 milhões.

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a segunda fase da Operação Cardiopatas

A primeira fase ocorreu no dia 8 de dezembro e nesta segunda etapa foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca; e apreensão no município de Campos dos Goytacazes, no norte Fluminense. A delegacia da PF na cidade coordena as ações.

Na primeira fase, a Operação Cardiopatas cumpriu 12 mandados de prisão preventiva; três de prisão temporária; 15 de busca e apreensão e 20 de condução coercitiva nos municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Italva e Casimiro de Abreu.

A investigação

A investigação apura suspeitas de corrupção de servidores do INSS; entre eles técnicos do seguro social, médicos peritos, médicos particulares e agenciadores de benefícios. Foram identificadas fraudes em 34 benefícios como auxílios-doença e aposentadoria por invalidez.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa; estelionato previdenciário e corrupção ativa.

Operação para combater pedofilia

A Polícia Federal realizou, na terça-feira no Rio de Janeiro, uma operação para combater a pedofilia. Foram emitidos três mandados de busca e apreensão com o objetivo de impedir o compartilhamento de imagens.

Os mandados foram cumpridos em Cascadura, Realengo e Benfica, porém não houve nenhuma prisão em flagrante.

Polícia investiga racismo 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para investigar ofensas racistas; homofóbicas e ameaças contra seis estudantes e um professor do Centro Universitário Unicarioca, no Rio de Janeiro.

As vítimas registraram ocorrência na segunda-feira na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática; na Zona Oeste, acompanhados de uma advogada especializada, contratada pela universidade. A instituição também busca o autor ou autores das mensagens.

Sete pessoas foram citadas de maneira ofensiva pelo (blog riodenojeira.com); no último fim de semana. Tiveram fotos divulgadas em um texto caracterizando a Unicarioca como “uma senzala gigantesca”. Nele, o autor chama alguns de macacos; faz ataques a mulheres e ameaça de morte um dos estudantes negros, provocando indignação.

Nas imagens reproduzidas na internet, o agressor se diz “incomodado com o tipo de gente”; que tem frequentado a instituição. Ele diz que o centro universitário não recebe mais a “elite branca”; mas “negros e mestiços que entraram por cota, Prouni e Fies”, esses dois últimos, programas do governo federal para estudantes sem condições de pagar mensalidades.

O reitor da instituição, Maximiliano Damas, disse que o centro universitário repudia os ataque e toma todas as medidas legais para impedir; que os casos se repitam. “Prezamos nossa qualidade, as nossas diferenças; a nossa característica de acolhimento e tolerância. O que ocorreu é diametralmente oposto ao que a Unicarioca acredita e pratica”, frisou.

Foram ofendidos e ameaçados seis alunos de cursos variados e um professor; que trabalha na instituição há 26 anos e atualmente coordena um curso de pós-graduação. “Estamos indignados”, completou. “Esse é um momento triste. Mas temos apoiado alunos e professor para que saibam da importância deles para a sociedade e para nós”.

Mensagens

Alunos ofendidos pelas mensagens postaram vídeos em redes sociais cobrando; que o autor dos ataques criminosos seja punido. “Eu tenho 25 anos e nunca tinha sofrido racismo de forma direta”; declarou o estudante Luiz Fernando Ferreira. “Mas além de me ameaçar de morte, (o autor) me chamou de homossexual; como se isso fosse ofensa, ainda foi homofóbico”, completou.

O caso está sendo acompanhado também pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos. A pasta encaminhou a denúncia ao Ministério Público.

O blogriodenojeira.com publicou as postagens no sábado. No momento, está fora do ar e não respondeu à reportagem.

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