Rio: polícia combate quadrilha que atua no Camelódromo

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Publicado quarta-feira, 4 de dezembro de 2019 as 12:10, por: CdB

Os denunciados praticavam, entre outros, crimes de extorsão de comerciantes, venda e cessão irregular de espaço público permissionário, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/Mprj) e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deflagraram, nesta quarta-feira, a operação Camelus para cumprir mandados de busca e apreensão contra oito denunciados, acusados de integrarem um grupo criminoso com atuação no Centro Comercial da Uruguaiana (CCU), conhecido como Camelódromo da Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava esquema criminoso para, por meio da associação de comerciantes do local
De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava esquema criminoso para, por meio da associação de comerciantes do local

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) informou que os mandados estão sendo cumpridos em endereços de diversos municípios do Estado, inclusive da Baixada Fluminense.

Segundo a Sepol, as investigações indicam “indícios de que tanto a atual administração do CCU quanto a antiga praticam extorsões e aquisições e boxes de forma irregular no mercado popular da Uruguaiana”.

Como o grupo agia

Conforme denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público, no período de abril de 2015 a maio de 2018, com a participação de agentes públicos, os denunciados praticavam, entre outros, crimes de extorsão de comerciantes, venda e cessão irregular de espaço público permissionário, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

As investigações indicaram ainda que praticavam outras irregularidades, colocando em risco a vida de comerciantes e frequentadores do local.

Crime

De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava esquema criminoso para, por meio da associação de comerciantes do local, “usurpar funções públicas que deveriam ser desempenhadas pelo estado e pelo município do Rio de Janeiro, utilizando-se ainda de agentes públicos, responsáveis por inibir a efetiva fiscalização e garantir a omissão estatal, viabilizando assim a construção irregular em espaço público, alteração fraudulenta de titularidade de boxes no cadastro de permissionários junto à prefeitura, bem como o fomento às demais práticas criminosas”.

Após a denúncia do Gaeco/Mprj, a Justiça determinou o afastamento dos integrantes da organização criminosa de suas funções no Centro Comercial Uruguaiana, e ainda de um servidor municipal denunciado, de toda e qualquer atividade vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública e à Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização, sem prejuízo de sua designação para outra atividade administrativa, até o julgamento do mérito.

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