Risco de pegar coronavírus em aviões é ‘muito baixo’, mas não zero, diz OMS

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Publicado quinta-feira, 22 de outubro de 2020 as 14:13, por: CdB

O risco de a covid-19 se disseminar em voos parece ser “muito baixo”, mas não pode ser descartado, apesar de estudos só mostrarem um número pequeno de casos, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por Redação, com Reuters – de Genebra/Londres

O risco de a covid-19 se disseminar em voos parece ser “muito baixo”, mas não pode ser descartado, apesar de estudos só mostrarem um número pequeno de casos, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O risco de a covid-19 se disseminar em voos parece ser “muito baixo”, mas não pode ser descartado
O risco de a covid-19 se disseminar em voos parece ser “muito baixo”, mas não pode ser descartado

“A transmissão em voo é possível, mas o risco parece ser muito baixo, dado o volume de viajantes e o número pequeno de relatos de casos. O fato de que a transmissão não é amplamente documentada na literatura publicada não significa, porém, que não acontece”, disse a OMS em um comunicado à agência inglesa de notícias Reuters.

A caracterização do risco ecoa as descobertas de um estudo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que na semana passada descreveu a probabilidade de se contrair a doença em aeronaves comerciais como “muito baixa”.

Transmissão em voo

Mas algumas empresas aéreas usaram uma linguagem mais vigorosa para descrever o risco da transmissão em voo.

Southwest Airlines e United Airlines disseram que estudos recentes mostraram que o risco é “virtualmente inexistente”.

A Southwest, uma das poucas empresas aéreas que atualmente mantêm o assento do meio desocupado, disse nesta quinta-feira que, à luz da pesquisa, revogará a interdição destes assentos.

No dia 8 de outubro, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) disse que só potenciais 44 casos de transmissão em voo foram identificados entre 1,2 bilhão de viajantes neste ano.

Vacina da AstraZeneca

A potencial vacina contra covid-19 desenvolvida em parceria entre a farmacêutica britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford segue de forma precisa as instruções genéticas programadas por seus desenvolvedores para provocar de forma bem-sucedida uma forte resposta imune, de acordo com uma análise detalhada promovida por cientistas independentes.

– A vacina está fazendo exatamente o que esperamos e isso é somente boa notícia em nossa luta contra a doença – disse David Matthews, especialista em virologia da Universidade de Bristol, que liderou a pesquisa.

Os primeiros dados de testes clínicos de estágio avançado de larga escala sendo realizados em vários países do mundo, incluindo Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, devem ser divulgados antes do final do ano.

A vacina, conhecida como ChAdOx1 ou AZD1222, é feita com um vírus de gripe comum, chamado adenovírus, de chimpanzés do qual se apaga cerca de 20% das instruções do vírus, o que significa que é impossível a vacina repetir ou causar doenças em humanos.

O foco dos pesquisadores de Bristol foi determinar com que frequência e exatidão a vacina está copiando e usando as instruções genéticas programadas nela por seus engenheiros. Estas instruções detalham como fazer a proteína espiga do coronavírus SARS-CoV-2 que causa a covid-19.

Assim que a proteína espiga é feita, o sistema imunológico reage a ela, o que o treina para identificar uma infecção de covid-19 verdadeira.

– Este é um estudo importante, já que conseguimos confirmar que as instruções genéticas que sustentam esta vacina… são seguidas corretamente quando entram em uma célula humana –  disse Matthews em um comunicado sobre o trabalho.

A pesquisa de sua equipe não foi analisada por colegas da comunidade científica, mas publicada como pré-impressão antes de uma revisão.

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