Ritmo da produção industrial fica mais lento no início deste ano

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Publicado segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 as 12:59, por: CdB

O levantamento divulgado nesta segunda-feira pela IHS Markit mostrou que o PMI da indústria do Brasil levou um tombo. Caiu a 61,5 em dezembro, de 64,0 em novembro, mas em um índice que “ainda é consistente com um crescimento acentuado”, segundo o relatório.

Por Redação – de São Paulo

A indústria brasileira encerrou 2020 com aumentos nas vendas e na produção, dando sequência à recuperação dos danos causados pela pandemia de coronavírus, porém a um ritmo mais lento em dezembro na comparação com o mês anterior, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O nível de produção da indústria, embora mais fraco do que o previsto, enfrenta a falta de matéria-prima
O nível de produção da indústria, embora mais fraco do que o previsto, enfrenta a falta de matéria-prima

O levantamento divulgado nesta segunda-feira pela IHS Markit mostrou que o PMI da indústria do Brasil levou um tombo. Caiu a 61,5 em dezembro, de 64,0 em novembro, mas em um índice que “ainda é consistente com um crescimento acentuado”, segundo o relatório. Leitura acima de 50 indica crescimento.

Em dezembro, as empresas aumentaram a produção para ampliar os estoques e atender à demanda crescente por novos negócios, mas isso aconteceu no ritmo mais fraco desde junho, segundo a IHS Markit.

— Os produtores brasileiros relataram outro surto de novos negócios em dezembro, com empresas elevando a produção, a taxa de emprego e a compra de insumos em uma corrida para reconstruir seus estoques de segurança e atender às necessidades atuais da demanda — destacou a diretora econômica da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Sem material

Os novos pedidos aumentaram tanto no mercado doméstico quanto de exportação, mas o ritmo de expansão das vendas totais foi o mais fraco em cinco meses. Ainda assim, esse cenário continuou ajudando no aumento das contratações na indústria pelo sexto mês seguido. Mas aqui a taxa também perdeu força, sendo a mais lenta desde julho.

Na outra ponta, as compras de insumos em dezembro aconteceram da forma mais acentuada na história da pesquisa. O gargalo, no entanto, segundo os entrevistados, tem sido a dificuldade na obtenção dos principais materiais necessários ao andamento da linha de produção.

A escassez de matéria-prima e o real fraco foram citados como fatores para o aumento nos custos de insumos em dezembro, que foi repassado aos clientes. Em ambos os casos, as taxas de inflação enfraqueceram em relação a novembro, mas ainda ficaram entre as mais fortes na história da pesquisa.

Futuro

Ainda assim, o sentimento entre os empresários industriais permaneceu positivo em dezembro, com esperanças de que a pandemia de covid-19 terminará e que aumente a disponibilidade de matéria-prima, o que eleva o otimismo em relação à perspectiva de produção do próximo ano.

— Projetando o futuro, as empresas se mostraram otimistas de que os níveis de produção aumentariam em 2021, mas as esperanças foram depositadas no fim da pandemia de covid-19, na aprovação das reformas governamentais e em uma melhoria na disponibilidade de materiais — concluiu De Lima.