River supera Boca e conquista a Libertadores

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Publicado domingo, 9 de dezembro de 2018 as 20:57, por: CdB

Após empate em 2 a 2, em La Bombonera, os ‘xeneizes’ saíram na frente aos 43 do primeiro tempo, graças a gol do atacante Darío Benedetto. Mandante em Madri, os ‘millonarios’ deixaram tudo igual aos 22 da etapa complementar, quando o atacante Lucas Pratto balançou a rede.

Por Redação, com EFE – de Madri

O River Plate venceu neste domingo o Boca Juniors, de virada, por 3 a 1, na prorrogação, em atípica final de Taça Libertadores disputada no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, e conquistou no campo o quarto título no torneio, que o arquirrival ainda tentará tomar nos tribunais.

Na prorrogação, River supera Boca e conquista no campo a Libertadores

Após empate em 2 a 2, em La Bombonera, os ‘xeneizes’ saíram na frente aos 43 do primeiro tempo, graças a gol do atacante Darío Benedetto. Mandante em Madri, os ‘millonarios’ deixaram tudo igual aos 22 da etapa complementar, quando o atacante Lucas Pratto balançou a rede.

No tempo extra, logo aos 2 minutos, o time comandado por Guillermo Barros Schelotto ficou com um a menos, devido a expulsão do meia colombiano Wilmar Barrios. Com um a mais, a equipe liderada no banco por Marcelo Gallardo chegou ao segundo gol, com o meia colombiano Juan Quintero, que havia entrado no decorrer da partida.

Nos instantes finais da prorrogação, o Boca ainda perdeu mais um jogador, o volante Fernando Gago, que sentiu lesão muscular. Como a equipe já havia realizado as quatro substituições permitidas, terminou a decisão com apenas nove homens em campo. Logo depois, já nos acréscimos, o meia Pity Martínez fechou o placar para o River.

O duelo de hoje, no Bernabéu, deveria ter acontecido no Monumental de Núñez, dia 24 de novembro, mas, os distúrbios nos arredores do estádio, inclusive, com ataque ao ônibus que trazia a delegação visitante, provocou o adiamento e mudança da sede.

Os incidentes fizeram o Boca pedir os pontos do jogo junto a Conmebol. Como tiveram a solicitação e o recurso negados, o clube já entrou com processo na Corte Arbitral do Esporte (CAS), que deverá ser julgado nos próximos dias.

O River, a princípio, já poderá pensar no Campeonato Mundial de Clubes, em que estreará no dia 18 deste mês, nas semifinais, em que enfrentarão rival que sairá de Espérance de Tunis, da Tunísia, Al Ain, dos Emirados Árabes, e Team Wellington, da Nova Zelândia, esses dois últimos, que se enfrentam na abertura da competição.

Diversas personalidades do mundo do futebol acompanharam o jogo hoje em Madri, como o craque argentino Lionel Messi, o técnico Diego Simeone, ídolo do River como jogador e técnico, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, entre outros. O presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também assistiu a partida.

Para o Superclássico deste domingo, o River veio com uma alteração tática com relação ao jogo de ida. O volante e capitão, Leonardo Ponzio, se recuperou de lesão e ganhou a vaga do zagueiro Lucas Martínez Quarta. Com isso, o técnico Marcelo Gallardo alinhou equipe com quatro defensores, cinco homens no meio e um atacante.

Já o Boca voltou a contar com o atacante Cristian Pavón, que saiu lesionado da primeira partida e só atuou devido o atraso no reencontro entre as equipes. Ainda no setor ofensivo, Benedetto ganhou a vaga de Ramón Ábila. Já Julio Buffarini substituiu Leonardo Jara na lateral-direita.

Às 17h30, duas semanas depois do esperado, enfim, a bola rolou para o segundo jogo da decisão. Mesmo não sendo no Monumental de Núñez, como estava programado, o River tentou estabelecer domínio, com maior posse de bola e permanecendo mais tempo no campo de defesa do adversário, o que duraria pouco.

Bem fechado e sem levar sustos, o Boca foi o primeiro a assustar. Aos 9, após cruzamento da esquerda, Maidana cortou errado e jogou por cima do próprio gol. Na sequência, após cobrança de escanteio da direita, Izquierdoz escorou e desviou a bola em direção a Pérez, que emendou de primeira, para boa defesa de Armani.

Os ‘millonarios’ só conseguiram levar perigo aos 20 minutos, em boa jogada ensaiada que desmontou a defesa ‘xeneize’. Pity Martínez cobrou escanteio rasteiro da esquerda e achou Nacho Fernández na área, que pegou mal na bola, batendo por cima do travessão.

O Boca teve ótima oportunidade aos 29 do primeiro tempo, quando Benedetto cobrou falta com muita força, mas acertou o companheiro Magallán, em bola que sobrou para Pérez. O meia bateu cruzado, contou com desvio em Casco e não marcou por muito pouco.

O clima, aos poucos, esfriou dentro das quatro linhas, até que, aos 43, o River tentou chegar na área, mas, permitiu o contra-ataque. Nández disparou e fez lançamento espetacular para Benedetto, que deu drible desconcertante em Maidana e tocou na saída de Armani para marcar.

O segundo tempo começou frio, até que aos 10 minutos, Pratto foi acionado na área, deu leve toque por cima de Andrada e caiu, após choque com o goleiro. O lance gerou muita reclamação, mas, nem o árbitro uruguaio Andrés Cunha, nem a equipe do VAR entendeu haver irregularidade.

Melhor em campo depois do intervalo, embora econômico nas chances criadas, o River conseguiu deixar tudo igual aos 22, bela trama ofensiva. Nacho Fernández tabelou com Palacios pela direita e cruzou na medida para Pratto, que só escorou para o fundo da rede, incendiando de vez o Bernabéu.

O Boca mostrou dificuldade em reagir, embora, tenha se soltado mais depois do gol sofrido. Aos 31, Nández recebeu na área e tentou finalizar, mas, Pinola travou o chute no alto, em lance considerado perigoso. Depois de muita demora, na falta em dois toques, Olaza bateu e acertou a barreira.

Na reta final do tempo normal, os dois times mostraram alto desgaste físico e não conseguiram mais imprimir o ritmo forte apresentado até ali. Com isso, o placar de 1 a 1 persistiu até o apito final, forçando a disputa de mais 30 minutos de prorrogação.

Logo que o jogo foi reiniciado, aos 2 minutos, o Boca ficou com um homem a menos em campo, devido a expulsão de Barrios, por entrada dura em Palacios. Com vantagem numérica, os ‘millonarios’ tentaram encurralar, mas mostaram dificuldade para chegar na área. Quintero, aos 9, bateu de longe, por cima do gol.

Pouco depois, aos 12, enfim, o River conseguiu tocar bola de pé em pé no setor ofensivo. Pity Martínez recebeu na esquerda e achou Álvarez – que havia acabado de substituir Palacios. O jovem meia-atacante emendou de primeira, à direita da trave.

Depois do intervalo, o domínio e a maior intensidade do time de Gallardo persistiu. Aos 3, em ‘blitz’ na área, Quintero, substituto de Ponzio ainda antes da prorrogação, recebeu na entrada na área e bateu firme de perna direita, vencendo Andrada e virando o placar.

No lance seguinte, praticamente, o Boca deu um susto no River, em bola alçada por Nández, que Mayada tentou desviar em direção a Armani e quase anotou contra. O goleiro precisou se esticar para fazer a defesa e contar o fogo-amigo do volante.

A equipe de Schelotto, com um a menos, se lançou com tudo para o ataque. O goleiro Andrada, inclusive, decidiu partir para a área nas bolas paradas e ficar no campo defensivo do adversário. Aos 10, após mais uma tentativa em escanteio, Gago pegou sobra na intermediária e soltou uma bomba, parando em boa intervenção de Armani.

Para piorar a situação do Boca, o experiente volante acabou sofrendo lesão muscular logo após a finalização e saiu do jogo, deixando o time com apenas nove homens. Ainda assim, aos 15, Jara emendou bola de primeira na área e acertou a trave, após desvio.

Após escanteio da direita, com Andrada e todo adversário na área, o River recuperou a bola e saiu em alta velocidade. Pity Martínvez foi lançado e disparou até o gol aberto, para tocar de leve e fazer o terceiro, decretando o ttiulo ‘millonario’, ao menos, dentro das quatro linhas.

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