Roberto Jefferson volta a atacar e incita violência contra o STF

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Publicado quinta-feira, 24 de dezembro de 2020 as 14:56, por: CdB

Jefferson, alvo de um inquérito que tramita no STF sobre a organização de atos antidemocráticos e contra as instituições republicanas, acrescentou que a população deve usar a “pólvora para resolver estas situações.

Por Redação – do Rio de Janeiro
'Bob' Jefferson, como ficou conhecido na cadeia, posa com um rifle de grosso calibre e convoca para um golpe de Estado
‘Bob’ Jefferson, como ficou conhecido na cadeia, posa com um rifle de grosso calibre e convoca para um golpe de Estado

Ex-presidiário e pivô do escândalo do ‘mensalão’, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, volta a atacar. O ex-parlamentar, dessa vez, incita o uso de violência contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), chamando-os de “malandros” que devem ser “colocados  para fora na bala”.

— Temos que entrar lá e colocar para fora na bala, no pescoção, no chute na bunda, aqueles 11 malandros que se fantasiaram de ministros do Supremo Tribunal Federal — disse Jefferson na noite passada, em entrevista ao canal no Youtube do blogueiro bolsonarista Rodrigo Constantino.

Jefferson, alvo de um inquérito que tramita no STF sobre a organização de atos antidemocráticos e contra as instituições republicanas, acrescentou que a população deve usar a “pólvora para resolver estas situações.

Dinamite

Ele referia-se a uma declaração de Jair Bolsonaro sobre “usar a pólvora” contra os Estados Unidos, em uma suposta defesa da Amazônia, bioma que quebrou recordes na temporada de seca com incêndios criminosos.

— O povo já entendeu que, quando cessam as palavras – e elas estão acabando – principia a pólvora. E a pólvora não virá pelo Estado, pelas Forças Armadas: o povo vai lançar mão da pólvora para resolver estas situações. É o povo que botará fogo na primeira banana de dinamite — acrescentou.

Ideologia

O político cooptado pela ultradireita depois de passar uma temporada na cadeia, por corrupção, também criticou a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) apresentada em 2017 pelo PSOL que pede que o Supremo determine que a escolas proíbam a discriminação por gênero, por identidade de gênero e por orientação sexual e respeite as identidades das crianças e adolescentes LGBT+.

— Se o Supremo der a ideologia de gênero, nós temos que entrar lá e julgar aqueles caras todos no meio da praça, na bala — concluiu.