Rombo primário tende a subir em 2020, preveem analistas econômicos

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Publicado quinta-feira, 14 de março de 2019 as 16:43, por: CdB

O governo do presidente Jair Bolsonaro foi eleito com a promessa de zerar o déficit das contas públicas já neste ano e o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou publicamente que trabalhará neste sentido.

 

Por Redação, com Reuters – de Brasília

 

Economistas passaram a ver em março um rombo primário menor que o esperado antes para este ano, mas ajustaram as contas para cima para o ano que vem, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia.

Pesquisa do BC mostra o declínio do PIB, com juros altos e inflação ascendente
Pesquisa do BC mostra o declínio do PIB, com juros altos e inflação ascendente

Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) passou a R$ 98,175 bilhões em 2019, abaixo dos R$ 99,560 bilhões vistos em fevereiro, e com larga margem sobre a meta oficial de um déficit de R$ 139 bilhões.

Cessão onerosa

O governo do presidente Jair Bolsonaro foi eleito com a promessa de zerar o déficit das contas públicas já neste ano e o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou publicamente que trabalhará neste sentido.

Mas diante do forte descasamento entre receitas e despesas no país, agravado pela rigidez de gastos obrigatórios como com Previdência e com a folha de salário do funcionalismo, a tarefa somente será possível mediante arrecadação de receitas extraordinárias, como com o leilão do excedente do pré-sal, que pode render à União mais de R$ 100 bilhões.

O processo, contudo, ainda depende de uma série de definições, como a revisão do contrato da cessão onerosa com a Petrobras.

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