Roseana evita comentar apoio de Siqueira a Serra

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Publicado sexta-feira, 18 de janeiro de 2002 as 22:22, por: CdB

A governadora do Maranhão e pré-candidata do PFL à presidência da República, Roseana Sarney, não quis comentar o apoio do manifestado pelo governador do Tocantins, Siqueira Campos (PFL) à candidatura do ministro da Saúde, José Serra (PSDB). “O partido é que decide, não eu”, afirmou nesta Sexta-feira ao sair de uma consulta médica. Na quinta, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), disse que em seu partido “não há lugar para dissidências, mas há prazos para arrependimento”.

Roseana disse que não tinha mais compromissos para o dia este Sábado e que iria descansar. Ela afirmou que ainda não havia decidido se voltava para o Maranhão ainda hoje ou somente amanhã de manhã. Informou também que poderá retornar à São Paulo na semana que vem para participar de mais gravações de programas de tv do PFL. Antes da consulta com o médico, Roseana esteve na casa do publicitário Nizan Guanaes, que está coordenando a propaganda televisiva do PFL, onde participou de gravações. Posteriormente, almoçou com Nizan, com o também publicitário Rui Rodrigues, e com assessores.

Segundo Roseana, gravar programas do PFL era objetivo oficial da visita de Roseana à São Paulo. Porém, também segundo ela, ocorreram várias mudanças na agenda. Na quarta-feira, por exemplo, nada foi gravado, embora um dia inteiro de gravações estivesse previsto, segundo assessores. Roseana, permaneceu, por cerca de três horas na clínica do médico José Aristodemo Pinotti, segundo ela, realizando exames de rotina. Roseana deixou o consultório por volta das 19h30 rumo a casa do banqueiro Edemar Cid Ferreira, onde está hospedada, em São Paulo.

De acordo com Pinotti, a governadora, que já sofreu várias cirurgias, está em excelentes condições físicas. O médico, que a operou duas vezes em 1998, informou que foi feito um check-up completo. “Resultou em exames totalmente negativos para as coisas relevantes”. Ele explicou que a demora de três horas foi devido à grande quantidade de exames e ao fato de que era preciso aguardar os resultados para depois conversar com a paciente. “Essa é a rotina da clínica”, destacou.