Rússia acusa militantes sírios de atacarem rota de saída de civis em Ghouta

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Publicado terça-feira, 27 de fevereiro de 2018 as 12:03, por: CdB

Agências de notícias russas disseram que forças do governo sírio, auxiliadas pelas Forças Armadas da Rússia, haviam criado as condições necessárias

Por Redação, com Reuters – de Moscou:

Os militares da Rússia acusaram, nesta terça-feira, rebeldes da região síria de Ghouta de dispararem tiros de morteiro contra uma rota de retirada de pessoal aberta para permitir que civis deixem a zona de conflito, de acordo com agências de notícias russas.

Os militares da Rússia acusaram, nesta terça-feira, rebeldes da região síria de Ghouta de dispararem tiros

Como resultado, nenhum civil foi capaz de deixar a área por meio da rota de saída no assentamento de Vafidin; disseram militares russos, segundo a agência de notícias RIA.

A Rússia, que apoia o governo sírio, ordenou a implementação de uma trégua de 9h às 14h e a criação de um “corredor humanitário” para que civis pudessem deixar a área; o último grande reduto rebelde perto de Damasco.

– Às 9h da manhã, um corredor humanitário foi aberto para civis deixarem a zona de pacificação – disse o general russo Viktor Pankov; segundo agências de notícias russas.

– Agora, houve intensos disparos do lado rebelde e nenhum civil saiu.

Agências de notícias russas disseram que forças do governo sírio; auxiliadas pelas Forças Armadas da Rússia, haviam criado as condições necessárias; para que os civis fossem recebidos com segurança em Vafidin, e que cuidado médico estava disponível por perto se necessário.

Ônibus para levar civis a locais onde serão temporariamente abrigados estavam aguardando, segundo as agências.

Armas a houthis do Iêmen

A Rússia vetou na segunda-feira uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas; que teria responsabilizado o Irã por fracassar em impedir suas armas de caírem nas mãos do grupo houthi do Iêmen.

No entanto, o Conselho de 15 membros adotou unanimemente uma resolução rival proposta pela Rússia; que não menciona o Irã e que estende um regime de sanções específicas relacionado ao Iêmen; onde um conflito indireto está acontecendo entre o Irã e a Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos.

O veto da Rússia foi uma derrota para os Estados Unidos, que vinham fazendo lobby há meses para o Irã ser responsabilizado na ONU; enquanto ameaçam deixar um acordo de 2015 entre potências mundiais para conter o programa nuclear iraniano caso “falhas desastrosas” não sejam consertadas.

O Reino Unido havia esboçado uma resolução em consulta com os EUA e a França; que inicialmente buscava condenar o Irã por violar um embargo de armas sobre líderes houthis; e incluir um comprometimento do conselho para tomar ação sobre isto.

O esboço mais recente do Reino Unido derrubou a condenação e ao invés disto expressou preocupação que especialistas da ONU monitorando as sanções relataram; de que o Irã havia violado um embargo específico de armas ao fracassar em impedir que mísseis e veículos aéreos não tripulados chegassem aos houthis.

Coalizão

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio no Iêmen em 2015; apoiando forças do governo lutando contra rebeldes houthis, aliados ao Irã. O Irã negou ter fornecido armas para os houthis.

Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de nove votos a favor e nenhum veto de Rússia, China, Estados Unidos, França ou Reino Unido para ser aprovada. A resolução esboçada pelo Reino Unido recebeu 11 votos a favor, dois contra, incluindo o veto da Rússia, e duas abstenções.