Rússia apoia legislação que permite a Moscou bloquear redes sociais dos EUA

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Publicado quarta-feira, 23 de dezembro de 2020 as 12:49, por: CdB

O governo russo poderá ganhar poderes para restringir o acesso de sua população às redes sociais de empresas dos Estados Unidos se elas “discriminarem” a mídia russa e poderá aplicar multas pesadas sobre plataformas que não apagarem conteúdo proibido.

Por Redação, com Reuters – de Moscou

O governo russo poderá ganhar poderes para restringir o acesso de sua população às redes sociais de empresas dos Estados Unidos se elas “discriminarem” a mídia russa e poderá aplicar multas pesadas sobre plataformas que não apagarem conteúdo proibido.

Parlamento russo apoia legislação que permite a Moscou bloquear redes sociais dos EUA
Parlamento russo apoia legislação que permite a Moscou bloquear redes sociais dos EUA

Os novos poderes estão previstos em legislações aprovadas nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados do país.

Os autores dos projetos legislativos afirmaram que infrações de YouTube e Facebook demonstraram a necessidade das novas regras, que são parte de um esforço para aumentar a “soberania” da Rússia sobre a Internet.

Bloquear totalmente o acesso a sites

A primeira legislação permitirá ao governo restringir ou bloquear totalmente o acesso a sites que receberem reclamações de veículos russos de mídia sobre suposta discriminação por parte de Twitter, Facebook ou Youtube.

O Twitter começou em agosto a identificar as contas de vários veículos russos de mídia como “mídia afiliada ao governo”, junto com as contas de seus integrantes de alto escalão e de algumas autoridades de governo, em uma decisão que foi criticada pela Rússia na época.

A segunda legislação permitirá ao governo russo multar provedores de internet e sites entre 10% e 20% de seu faturamento por insistirem em não remover conteúdo proibido de suas plataformas.

As duas regras ainda precisam de aprovação do Senado russo e serem sancionadas pelo presidente Vladimir Putin.

Representantes de Google, Twitter e Facebook não comentaram o assunto.