Rússia declara que ‘extremistas’ no Sudão devem ser reprimidos

Arquivado em: África, Destaque do Dia, Europa, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 6 de junho de 2019 as 13:15, por: CdB

Membros do conselho militar em exercício no Sudão são próximos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, ao passo que a Rússia tem trabalhado com o Irã, rival da Arábia Saudita, em diversas regiões, inclusive na Síria.

Por Redação, com Reuters – de Moscou

A Rússia disse nesta quinta-feira que se opõe à intervenção estrangeira no Sudão, e que as autoridades em Cartum devem reprimir o que descreveu como extremistas, informou a agência russa de notícias RIA.

Manifestante sudanês em barricada durante protesto em Cartum, no Sudã

O vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov, foi citado como tendo dito que Moscou favorecia um diálogo nacional sobre um período de transição que levaria a novas eleições.

– Naturalmente, para fazer isso, você precisa que ordem seja imposta e precisa lutar contra extremistas e provocadores que não querem a estabilização da situação – disse Bogdanov, segundo a RIA.

– Essa é a situação agora, mas somos contra qualquer intervenção externa, a imposição de qualquer coisa aos sudaneses – acrescentou.

Ele não identificou quais grupos considerava extremistas e provocadores.

Membros do conselho militar em exercício no Sudão são próximos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, ao passo que a Rússia tem trabalhado com o Irã, rival da Arábia Saudita, em diversas regiões, inclusive na Síria.

Na segunda-feira, forças de segurança no Sudão invadiram um campo de protesto que reunia apoiadores da oposição pedindo uma transição para a democracia. Médicos ligados à oposição disseram que ao menos 108 pessoas foram mortas no ataque e na subsequente inquietação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *