Rússia diz que ataque químico em Duma foi fabricado

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Publicado sexta-feira, 13 de abril de 2018 as 15:18, por: CdB

Moscou afirma ter “provas irrefutáveis” de que suposto ataque no enclave rebelde foi encenado por agência estrangeira para culpar Damasco. Segundo ministro, especialistas russos não encontraram evidências no local

Por Redação, com DW – de Moscou:

O ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov, disse nesta sexta-feira que seu país possui provas irrefutáveis de que o suposto ataque químico ocorrido na cidade síria de Duma, último bastião dos rebeldes em Ghouta Oriental, foi orquestrado por uma agência de inteligência estrangeira para culpar Moscou e o regime em Damasco.

A cidade de Duma, local do suposto ataque com armas químicas, foi castigada por bombardeios das forças sírias

– Temos informações irrefutáveis de que se trata de um novo ataque fabricado, e que por trás dele estão serviços secretos de um país que se esforça para estar na vanguarda da campanha contra a Rússia – disse Lavrov, sem especificar a que nação se referia.

Ele disse ainda que tal fabricação beneficiaria apenas “aqueles; que realizam esforços contínuos para desestabilizar a região e avançar em seus objetivos geopolíticos”; referindo-se, dessa vez, aos Estados Unidos.

A declaração

A declaração do ministro russo ocorre um dia antes da chegada de uma equipe da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) em Duma; que irá buscar provas do suposto ataque. Segundo Lavrov, especialistas russos já inspecionaram a região.

– Nossos especialistas, que já estiveram no local, não encontraram nenhum rastro do uso de armas químicas, seja cloro ou outra substância – afirmou.

O Ministério do Exterior russo disse ainda que não foram identificados pacientes com sintomas de ferimentos causados; por armas químicas em hospitais da região, bem como nenhuma indicação de; que vítimas do suposto ataque tivessem sido enterradas.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), por outro lado; afirmou nesta semana que os sintomas de 500 pacientes tratados após o incidente apontam que houve, de fato, o uso de armas químicas.

Os governos da Síria e da Rússia asseguraram que vão garantir o acesso da missão da Opaq ao local do suposto ataque químico.

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