Rússia rechaça desmilitarizar usina nuclear de Zaporizhzhia

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Publicado sexta-feira, 19 de agosto de 2022 as 10:46, por: CdB

A Energoatom, estatal que opera as centrais nucleares da Ucrânia, acusou as forças russas de planejarem o desligamento da usina de Zaporizhzhia e sua desconexão da rede ucraniana de energia.

Por Redação, com ANSA – de Moscou

Representantes da Rússia afirmaram nesta sexta-feira que é “impossível” desmilitarizar a usina de Zaporizhzhia, maior central nuclear da Europa e palco de combates no início de agosto.

Maior central nuclear da Europa foi palco de ataques

A planta pertence à Ucrânia, mas está sob controle das tropas russas desde o começo da guerra, e os dois países trocam acusações sobre a responsabilidade pelos ataques no perímetro da usina.

– É impossível criar uma zona desmilitarizada na central nuclear de Zaporizhzhia porque apenas os sistemas de defesa aérea russos a protegem do desastre – disse Vladimir Rogov, membro do governo fantoche instalado por Moscou nos territórios sob seu controle na província de Zaporizhzhia.

– Desmilitarizar a central a tornaria ainda mais vulnerável – reforçou Ivan Nechayev, vice-diretor do departamento de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

As declarações são uma resposta a um apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, para Moscou e Kiev interromperem as atividades militares nos arredores da usina.

Sala de turbinas

Um vídeo publicado pela rede norte-americana CNN mostra veículos militares russos estacionados dentro de uma sala de turbinas conectada a um dos seis reatores da central. O Kremlin nega a existência de armamentos “pesados” na usina.

Já a Energoatom, estatal que opera as centrais nucleares da Ucrânia, acusou as forças russas de planejarem o desligamento da usina de Zaporizhzhia e sua desconexão da rede ucraniana de energia.

De acordo com a empresa, os invasores procuram combustível para os geradores a diesel que devem ser acionados após a interrupção para alimentar os sistemas de resfriamento dos reatores.

– Obviamente, a eletricidade de Zaporizhzhia é ucraniana. Esse princípio deve ser plenamente respeitado – cobrou Guterres durante uma visita ao porto de Odessa.

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