Rússia testa novo foguete espacial desde a era soviética

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Publicado quarta-feira, 9 de julho de 2014 as 12:29, por: CdB
O foguete é o primeiro projetado e construído inteiramente dentro das fronteiras da Rússia pós-soviética
O foguete é o primeiro projetado e construído inteiramente dentro das fronteiras da Rússia pós-soviética

A Rússia lançou o foguete Angara, seu primeiro novo projeto de um veículo espacial desde a era soviética, do porto espacial militar de Plesetsk, no norte do país, nesta quarta-feira, com o objetivo de quebrar sua dependência de fornecedores estrangeiros, bem como da plataforma de lançamento de Baikonur, no Cazaquistão.

A estreia discreta do foguete Angara contrastou com a transmissão ao vivo de uma embaraçosa primeira tentativa de lançamento abortada, assistida pelo presidente Vladimir Putin via link de vídeo no Kremlin.

– O primeiro teste de lançamento do foguete espacial Angara -1,2 PP foi conduzido pelas Forças de Defesa Aérea e Espacial – disse o Ministério da Defesa da Rússia em um comunicado, reproduzido por agências de notícias russas.

O foguete decolou às 16 horas de Moscou (9 horas, no horário de Brasília), ele disse, em um voo curto planejado de cerca de 20 minutos por toda a linha da costa ártica da Rússia.

Há mais de duas décadas sendo construída, a nova geração de foguetes Angara é a chave dos esforços do presidente Vladimir Putin para reformar a indústria espacial uma vez pioneira, mas debilitada depois de anos de cortes no orçamento e de uma fuga de cérebros na década de 1990.

O designer da primeira fase do motor RD-191, Energomash, atribuiu o fracasso do primeiro lançamento experimental a uma queda na pressão do tanque de oxigênio líquido.

O foguete é o primeiro projetado e construído inteiramente dentro das fronteiras da Rússia pós-soviética, sob determinação do então presidente Boris Yeltsin na década de 1990 para quebrar a dependência da Rússia de outras ex-repúblicas soviéticas e de uma plataforma de lançamento que o país aluga no Cazaquistão.

Um potencial rival comercial para o Arianespace da França e o SpaceX, baseado na Califórnia, foi projetado para substituir o russo Proton, que passou por uma série de fracassos embaraçosos.

Mas especialistas do setor estimam que seu desenvolvimento custou bilhões de dólares, e os foguetes Angara só vão se tornar comercialmente viáveis em uma década, se lançados de uma nova base que a Rússia está construindo no Extremo Oriente.