Saiba para qual dia a Black Friday pode mudar esse ano e qual o impacto disso

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Publicado sexta-feira, 1 de junho de 2018 as 12:29, por: CdB

A Black Friday mudará de data. Para saber mais sobre as polêmicas envolvendo tal alteração, confira mais informações sobre esse grande dia de compras.

 

Publieditorial – de São Paulo

 

Conhecida no mundo todo como a data responsável por impulsionar as vendas no período antecedente às festas de fim de ano, a Black Friday teve sua primeira edição no Brasil feita em 2010. Naquele ano, o evento ocorreu apenas em 50 lojas on-line, mas hoje em dia abrange também lojas físicas dos diversos setores comerciais.

Conhecida no mundo todo como a data responsável por impulsionar as vendas no período antecedente às festas de fim de ano
Conhecida no mundo todo como a data responsável por impulsionar as vendas no período antecedente às festas de fim de ano

No entanto, quebrando a tradição de acontecer em novembro, algo pode surpreender as pessoas em 2018! A Black Friday mudará de data. Para saber mais sobre as polêmicas envolvendo tal alteração, confira abaixo mais informações sobre esse grande dia de compras.

Dia que sucede a Ação de
Graças: tradição pode ser rompida

Desde que a expressão Black Friday começou a ser usada nos Estados Unidos e, posteriormente, em outros países, ela representa a sexta-feira seguinte ao dia de Ação de Graças. Tal data costuma ser na quarta semana de novembro, mas tudo depende do calendário.

Por esse motivo, segundo a tradição, a Black Friday 2018 deveria ocorrer em 23 de novembro, mas nosso país está prestes a romper com essa tradição internacional. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping mais de 70% dos comerciantes apoiam a realização do evento em setembro.

Apesar de ainda não estar definida a alteração de data, o presidente da Chilli Beans, Caíton Maia, diz que chance disso acontecer é de 95%. Isso revela uma maior probabilidade do evento ocorrer entre o fim de setembro e o início de outubro aqui no Brasil.

Os motivos para a Black
Friday não ser em novembro

Dentre os principais motivos da mudança da Black Friday para setembro, destaca-se a proximidade entre a data antiga e o período natalino. Sob o ponto de vista econômico, isso acaba sendo prejudicial aos lojistas, pois muitos clientes exigem o desconto natalino já na quarta sexta-feira de novembro.

Como o dia dos preços baixos e descontos de até 70% ocorrem pouco antes do último mês do ano começar, o freguês acaba pensando que tais valores serão mantidos nos trinta dias seguintes. Ao perceberem o equívoco em dezembro, quando os preços voltam ao normal, muitos acabam desistindo das compras.

Do ponto de vista econômico, isso é de fácil percepção. Em meio à crise econômica, o mês de dezembro em 2015 e 2016 tiveram uma grande queda no número de vendas. No entanto, em 2017, as vendas cresceram 4,72% entre 18 e 24 de dezembro em relação ao mesmo período do ano anterior.

Principais consequências que
essa mudança de data pode acarretar

Entretanto, a ideia de alterar a data da sexta-feira mais esperada pelos consumidores no ano pode ser algo arriscado, considerando o comportamento econômico do consumidor. O problema mais persistente talvez seja o não-recebimento de nenhuma parcela do famoso abono salarial (13º salário).

Diante desse perrengue, os comerciantes afirmam que talvez isso não faça o número de vendas diminuir devido à possibilidade de parcela determinado produto sem juros.

Outro problema relacionado à alteração de data diz respeito a tradição. Desde 2010, quando ocorreu a primeira Black Friday no Brasil, a mesma é realizada na sexta-feira posterior ao dia de Ação de Graças. Caso a mudança seja aprovada, os consumidores podem acabar não tendo muito tempo em se planejarem financeiramente.

Como foi a Black Friday 2017?

A Black Friday 2017, ocorrida em 24 de novembro, pode ser considerada um verdadeiro sucesso do ponto de vista econômica. Se comparada a de 2016, o evento teve um aumento de 10,3% somente em vendas on-line, passando de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,1 bilhão.

Dentre os setores com o maior número de vendas ao longo daquela sexta-feira, destaca-se o de eletrodomésticos e celulares, representando 32% da lucratividade total do evento. A título de comparação, em 2013, os smartphones representaram apenas 4,4% do total.

Já o consumo de livros, músicas e jogos ocupa o segundo lugar no ranking com 22% do total das vendas. O maior destaque desse setor, no entanto, vai para os kindles – também conhecidos como “livros digitais” que estão cada vez mais atraindo as atenções do consumidor.

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