Saída de Wanderson Oliveira marca o fim da resistência a Bolsonaro na Saúde

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Publicado domingo, 24 de maio de 2020 as 15:52, por: CdB

Responsável pela estratégia e medidas não farmacológicas de combate ao coronavírus, como o isolamento social, Oliveira informou ao seus superiores que deixará o cargo nesta segunda-feira.

Por Redação – de Brasília

Doutor em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o enfermeiro Wanderson Oliveira anunciou, neste domingo, que deixará a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, cargo que ocupava desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta. Da mesma forma que o ex-ministro, Oliveira apoia o isolamento social como barreira contra o contágio por covid-19, em oposição ao que determina o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O secretário Wanderson Oliveira pediu demissão do cargo, após saber que o ministro Mandetta seria demitido
O secretário Wanderson Oliveira pediu demissão do cargo, após saber que o ministro Mandetta seria demitido

Responsável pela estratégia e medidas não farmacológicas de combate ao coronavírus, como o isolamento social, Oliveira informou ao seus superiores que deixará o cargo nesta segunda-feira. Em mensagem encaminhada também à equipe de trabalho, Oliveira preferiu apenas adiantar sua decisão.

“Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à Pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida”, disse Wanderson, na mensagem de despedida.

Wanderson Oliveira era um dos últimos técnicos com experiência de larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS), após a demissão de Mandetta e as tentativas de substituição, passando por Nelson Teich e, agora, o ministro interino, general Eduardo Pazuello.

Origem

Wanderson já havia pedido demissão ao próprio Mandetta, diante de um longo processo de desgaste ao ministro, que não aceitou e afirmou, à época, que todos deixariam a pasta juntos. O secretário ainda permaneceu no cargo, durante a breve gestão Nelson Teich, mas desistiu diante da pressão de Bolsonaro e Pazuello para por fim às medidas de confinamento social e abertura do comércio.

Na saída de Mandetta e a chegada do oncologista Nelson Teich, Wanderson manteve a posição de que sairia, mas se colocou à disposição para ajudar na transição, antes de tirar uns dias de férias, de 4 a 19 de maio.

No retorno das férias, em conversa com Pazuello, ficou definido que Wanderson deixará o cargo no dia 25. Servidor civil do Hospital das Forças Armadas, onde é enfermeiro epidemiologista, ele se reapresentará no setor de origem, ainda na segunda-feira.

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