Sambista Dona Ivone Lara morre aos 97 anos

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Publicado terça-feira, 17 de abril de 2018 as 10:09, por: CdB

O corpo foi velado nesta terça-feira na quadra da Império Serrano, sua escola do coração, em Madureira, na Zona Norte da cidade

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A cantora e compositora Dona Ivone Lara morreu na noite anterior, aos 97 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde a última sexta-feira no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI) da Coordenação de Emergência Regional (CER), no Leblon, com um quadro de anemia.

A sambista Dona Ivone Lara morreu na noite de segunda-feira

O corpo foi velado nesta terça-feira na quadra da Império Serrano; sua escola do coração, em Madureira, na Zona Norte da cidade. O sepultamento foi marcado nesta tarde, no cemitério de Inhaúma.

A Portela, outra escola tradicional de Madureira; divulgou nota chamando dona Ivone Lara de “patrimônio do Império, da Portela e da cultura brasileira”. Considerada um dos maiores nomes da música popular brasileira em todos os tempos, a cantora sempre foi muito ligada também aos compositores da Portela. Era grande amiga de Candeia, Monarco e Paulinho da Viola, por exemplo.

O sambista Dudu Nobre usou o seu perfil no Facebook para homenagear a artista. “Obrigado por tudo dona Ivone Lara. As bênçãos, os ensinamentos,as conversas, os sambas, a poesia. Descanse em paz, Grande Dama do Samba”.

Nascida em 13 de abril de 1921, no Rio de Janeiro, dona Ivone Lara compôs seu primeiro samba aos 12 anos, “Tiê, tiê“, depois de ganhar de seus primos um pássaro da espécie tiê.

Aprendeu a tocar cavaquinho com o tio  Dionísio Bento da Silva, que tocava violão de sete cordas e integrava o grupo de chorões que reunia Pixinguinha e Donga.

Primeira escola de samba

Sua primeira escola de samba foi a Prazer da Serrinha, que começou a frequentar em 1945 e para quem compunha sambas que eram assinados pelo seu primo Fuleiro, devido ao preconceito contra as mulheres que existia nas agremiações naquela época.

Enfermeira e assistente social, trabalhou com pacientes que tinham doença mental. Ingressou na Império Serrano em 1965 e gravou seu primeiro disco, “Samba minha verdade, samba minha raiz”, em 1974. Ao se aposentar da área da saúde em 1977, passou a se dedicar integralmente à música.

Entre suas composições mais conhecidas estão Sonho meu e Acreditar, ambos em parceria com Délcio Carvalho.

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