São Bernardo testa 10,8 mil profissionais de saúde e segurança

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Publicado terça-feira, 28 de abril de 2020 as 14:47, por: CdB

A prefeitura de São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, começou nesta terça-feira a fazer testes para detectar o coronavírus em 10,8 mil profissionais da saúde e segurança municipal.

Por Redação, com ABr – de São Paulo/Brasília

A prefeitura de São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, começou nesta terça-feira a fazer testes para detectar o coronavírus em 10,8 mil profissionais da saúde e segurança municipal.

Município tem 46 mortes e 416 casos confirmados de covid-19
Município tem 46 mortes e 416 casos confirmados de covid-19

Feitas com amostras de sangue, as análises ficam prontas em 48 horas e indicam se a pessoa tem a doença e está sem sintomas ou até se já teve a infecção e desenvolveu anticorpos. Para fazer a testagem, a prefeitura assinou um contrato de R$ 1,5 milhão com a Fundação do ABC.

– O exame vai diagnosticar pessoas que tiveram infecção pelo coronavírus, mas apresentam pouco ou nenhum sintoma, e também aqueles que já se curaram naturalmente. Com isso, vamos saber quem pode continuar trabalhando e quem precisa se afastar. Estamos fazendo de tudo para proteger a nossa população – ressaltou o prefeito Orlando Morando, em postagem no Facebook.

Casos

Até segunda-feira, de acordo com o boletim diário da prefeitura, São Bernardo tinha 46 mortes e 416 casos confirmados de coronavírus.

Uso da auto-hemoterapia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota alertando para o perigo do uso de auto-hemoterapia, uma terapia alternativa, usada no tratamento do novo coronavírus (covid-19).  O procedimento, realizado a partir da retirada de sangue do paciente suspeito de ter a doença, para depois ser novamente injetado no mesmo paciente, é defendido pelos disseminadores da prática com o argumento de que estimula o sistema imunológico contra o coronavírus.

A agência lembra que a prática não é reconhecida pelas autoridades da área e pode representar risco à saúde.

“A auto-hemoterapia não é reconhecida como procedimento médico para nenhum tipo de patologia. Isso porque faltam evidências científicas que comprovem, por meio de estudos clínicos, sua eficácia e segurança. Tampouco existem informações a respeito de posologia, mecanismos de ação, interações, reações adversas”, informou a Anvisa.

Segundo a agência, a prática traz risco de contaminação para as pessoas envolvidas e permite a transmissão de doenças infecciosas devido à manipulação inadequada do sangue. A agência alerta ainda que esta terapia alternativa pode piorar o quadro de saúde do paciente e deixá-lo ainda mais vulnerável, uma vez que essa promessa de cura estimula o abandono de tratamentos convencionais ou impossibilita o acesso a recursos terapêuticos mais eficazes.

“Tudo isso ainda é agravado pela falta de conhecimento sobre o comportamento do novo coronavírus e sua transmissibilidade pelo sangue”, alerta a Anvisa.

A avaliação é compartilhada pelos Conselhos Federais de Medicina, de Enfermagem e de Farmácia que também consideram não haver evidências científicas comprobatórias de que a auto-hemoterapia seja efetiva para tratar quaisquer doenças em seres humanos.

A aplicação é proibida por esses órgãos, que determina, que seus profissionais não realizem o procedimento em pacientes. Da mesma forma, a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular não reconhece a auto-hemoterapia como procedimento terapêutico.

A Anvisa recomenda a denúncia do profissional que estiver realizando a auto-hemoterapia ao respectivo conselho de classe para tratamento da covid-19. A agência informa ainda que nesses casos, a Vigilância Sanitária local também poderá ser acionada.