Sarampo: Estados recebem doses extras da vacina

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 29 de agosto de 2019 as 13:27, por: CdB

 A vacina tríplice viral está disponível nos mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

Por Redação, com ABr – de Brasília

As secretarias de Saúde de todos os Estados começaram a receber esta semana as doses extras da vacina tríplice viral, para garantir a imunização extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. De acordo com o Ministério da Saúde, 1,6 milhão de doses estão sendo distribuídas.

As secretarias de Saúde de todos os Estados começaram a receber esta semana as doses extras da vacina tríplice viral

Desse total, 960 mil e 907 doses foram enviadas para os 13 Estados que estão em situação de surto ativo de sarampo. O Estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos e registra uma morte pela doença este ano, recebeu o maior número de doses (56%).

“A vítima foi um homem de 42 anos, que não tinha recebido nenhuma dose da vacina ao longo da vida, e tinha histórico de comorbidade, ou seja, com um quadro de várias doenças. Nessa faixa etária, a pessoa deve ter pelo menos uma dose da vacina”, informou o ministério.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que o ministério trabalha para erradicar a doença e recuperar o certificado de eliminação do sarampo no Brasil. “Para isso, a pasta tem atuado de forma integrada com os estados e municípios, para intensificar as ações de cobertura vacinal na rotina, além das vacinações de reforço nas crianças, que é a faixa etária com maior risco para complicação em decorrência da doença, e de bloqueio”, disse.

A vacina tríplice viral está disponível nos mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

Regionalização da saúde

O ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, anunciou nesta quinta-feira, que em 2020 a pasta atuará firmemente para tirar do papel o projeto de reorganizar as cidades brasileiras em distritos sanitários, que passarão a compartilhar alguns serviços de saúde pública.

– A equipe (ministerial) já está trabalhando e, agora, começa a regionalização. Ano que vem, a regionalização vai sair do papel – disse Mandetta durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, em Brasília.

O foro de debates, responsável por pactuar a organização e o funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde, tem a participação de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e discutiu aspectos como a reestruturação da Atenção Primária à Saúde, o aprimoramento do programa Mais Médicos e a situação do sarampo no Brasil.

Discutida há anos, a regionalização é uma pauta encampada por Mandetta desde que assumiu o ministério. Já durante a cerimônia de posse no cargo, o ministro manifestou a intenção de, a exemplo de seu antecessor, Gilberto Occhi, seguir discutindo o projeto de regionalização da saúde com representantes do Conass e do Conasems.

Outra linha de ação defendida por Mandetta durante a posse, e retomada nesta quinta, é a necessidade de tornar os gastos mais eficientes em um cenário de crise financeira. “Este é um ano difícil. Estamos fazendo um orçamento real para o ano que vem, sem maiores projeções, já que, se (a melhora da atividade econômica acontecer) podemos dizer que arrecadamos mais que a expectativa. Então, há que se fazer mais com o que temos.

Essa tem sido a tônica do ministério. Por isso, a gente fica segurando e segurando despesas, para ver se conseguimos melhorar um pouco a performance, essa busca por métricas. Os investimentos vão ser basicamente para melhorar nossas condições de gestão”, disse Mandetta.

O ministro fez críticas às emendas impositivas de parlamentares. “Tenho conversado muito com os parlamentares sobre a questão das emendas impositivas, que criaram uma massa de recursos muito grande a ser ordenada pelos parlamentares, às vezes sem qualquer conexão com o gestor. E a ordenação (de despesas) pela ótica política normalmente não dá certo. São mais de R$ 10 bilhões”, disse o ministro, acrescentando não ter “um formato” alternativo.

– Ou acreditamos que a presença do Estado tem que ser menor em áreas em que ele não tem que estar, que a performance tem que ser melhor e que temos que parar de gastar dinheiro desnecessariamente e estimular a economia, ou, disse o ministro, sem concluir o pensamento. Ele disse, no entanto, estar conversando com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre as urgências financeiras do setor.

– Estamos vendo como trazer todo mundo para mesa para discutirmos.

Operação Acolhida

A Operação Acolhida terá reforço a partir de setembro para ampliar o alcance no processo de interiorização dos venezuelanos. A intenção é aumentar o número de cidades que recebem os imigrantes com um convênio a ser assinado com a Confederação Nacional de Municípios.

O subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Antônio José Barreto, explicou que atualmente os imigrantes são transportados de Roraima para todos os Estados do país e o Distrito Federal por meio do processo de interiorização, mas há potencial para aumentar a quantidade de cidades que os acolhem.

– No próximo mês deveremos assinar com a Confederação Nacional de Municípios e com isso deveremos ampliar o número de municípios. Imaginamos que isso é gradativo porque para que um município acolha, temos um processo onde os instruímos para entender a realidade dessas pessoas que vêm para o Brasil – disse.

Pouco mais de seis mil imigrantes venezuelanos saíram de Roraima entre os meses de janeiro e julho deste ano e foram para outros estados. Segundo Antônio José Barreto, atualmente há cidades que já receberam mais de mil imigrantes desde o início da Operação Acolhida, em março de 2018. A operação tem três pilares que são o ordenamento de fronteira, o acolhimento e a interiorização.

Transporte

O subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil adiantou que a partir do fim de setembro o Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes (AM) vai funcionar como uma espécie de hub, que é um ponto de conexão para transferir passageiros aos destinos pretendidos. “Vamos conseguir de um lado acelerar o processo de interiorização, baratear os custos, porque sabemos que temos mais opções de voos em Manaus”, explicou.

O transporte dos venezuelanos é feito principalmente em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). As companhias aéreas também participam cedendo gratuitamente assentos que ficam vagos em aeronaves que partem de Boa Vista (RR). Nesse caso, não são cobradas as taxas de embarque aeroportuárias.

Divulgação de dados e transparência

Outra atividade prevista para o fim de setembro é a divulgação de dados consolidados que mostram a evolução da Operação Acolhida. Além de mecanismos para ampliar a transparência da aplicação dos recursos e das ações de cada fase da operação, de acordo com Antônio José Barreto.

Recursos e trabalho conjunto

Para este ano, a União autorizou um orçamento de R$ 253 milhões para a Operação Acolhida, sendo R$ 30 milhões destinados a programas que auxiliem os imigrantes na chegada aos estados de destino, de acordo com o subchefe da Casa Civil, Antônio José Barreto. A estratégia recebe ainda recursos de organismos internacionais que chegam a US$ 50 milhões no período de um ano.

Segundo Antônio José Barreto, isso mostra a confiança das organizações no trabalho feito pelo Brasil. “A Operação é acompanhada com nossos parceiros, são mais de uma centena de parceiros privados e sociedade civil trabalhando conjuntamente com o Governo Federal. A ONU [Organização das Nações Unidas] reconhece a Operação Acolhida como modelo a ser replicado no mundo”, disse.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *