Sarney veta e Temer manda o PTB escolher outro nome para Trabalho

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Publicado terça-feira, 2 de janeiro de 2018 as 15:46, por: CdB

Deputado escolhido pela bancada do PTB seria aliado do governador comunista Flávio Dino, segundo a Abin. Sarney vetou.

 

Por Redação – de Brasília

 

O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA), que seria o novo titular na pasta do Trabalho, não ocupará mais o posto. Foi vetado. O ex-presidente Jose Sarney (MDB-MA) retirou seu aval ao nome do parlamentar maranhense. Fernandes faria parte do arco de composições politicas do governador Flávio Dino (PCdoB). Sem o referendo de Sarney, Temer pediu para que o PTB escolhesse outro nome. A decisão de Temer teria estremecido a bancada do PTB na Câmara dos Deputados, fundamental na tentativa de aprovação da reforma da Previdência.

Petrobras
O senador José Sarney é um dos caciques nacionais do MDB

Fernandes teria recebido a notícia na manhã desta terça-feira, segundo apurou um dos diários conservadores paulistanos, do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

— Não aceitamos outra indicação. A indicação do Pedro Fernandes é a do partido — disse o líder da bancada petebista Jovair Arantes (PTB-GO), a jornalistas.

Abin

Ainda nesta tarde, Fernandes enviou mensagem a correligionários e aliados. Ele agradeceu o apoio ao seu nome, mas lamentou não ter sido a escolha de Temer.

“Infelizmente, não deu, devido ao embaraço que eu crio na relação do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney”, disse.

O nome de Fernandes estava desde a semana passada sob avaliação do Palácio do Planalto. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin, sucedânea do Serviço Nacional de Informação, o SNI) costuma levantar dados sobre os antecedentes dos ministros; antes de efetivar a nomeação.

Com a recusa a Fernandes, o PTB agora avalia o nome do deputado federal Sérgio Moraes (RS). Ele não deve ser candidato na disputa eleitoral do ano que vem.
Moraes chegou a ser sondado após a saída do ex-ministro Ronaldo Nogueira. Mas recusou o convite. Na bancada do partido, contudo, há a expectativa de que agora ele aceite.

Trabalho escravo

Em 2009, Moraes causou polêmica ao dizer que estava “se lixando para a opinião pública” quando defendeu o ex-deputado federal Edmar Moreira (sem partido-MG).
Ele era o relator no conselho de ética de acusação contra o mineiro de apresentar notas falsas ao justificar o uso de verba indenizatória.

O Ministério do Trabalho está sem titular desde que o também deputado federal pelo PTB Ronaldo Nogueira pediu demissão, no último dia 27. Ele se desligou com o argumento de que quer se dedicar à sua campanha pela reeleição. No mesmo dia em que saiu da pasta, ele publicou nova portaria sobre a definição de trabalho escravo; que deixa mais rígidas as definições do que leva à punição do empregador.

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