Sauditas só vão permitir entrada de peregrinos imunizados em Meca

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Publicado terça-feira, 6 de abril de 2021 as 11:06, por: CdB

Autoridades afirmam que somente peregrinos vacinados com pelo menos uma dose ou recuperados da covid-19 terão a permissão de realizar a peregrinação a Meca. Não está claro até quando a política ficará em vigor.

Por Redação, com DW – de Meca

As autoridades da Arábia Saudita afirmaram que apenas vacinados contra a covid-19 terão a permissão de realizar a “umrah”, uma peregrinação menor a Meca que pode ser feita ao longo de todo o ano, a partir do início do jejum muçulmano do Ramadã, que neste ano começa em meados de abril.

Muçulmanos mantêm distância social durante oração na Grande Mesquita de Meca, em novembro de 2020

As pessoas autorizadas serão aquelas que já receberam as duas doses da vacina contra a covid-19, uma dose pelo menos 14 dias antes da viagem e que se recuperaram da doença, explicaram as autoridades na segunda-feira.

Apenas essas pessoas terão permissão de realizar a “umrah”, bem como assistir às orações na Grande Mesquita, na cidade sagrada de Meca. Essa condição também se aplica para a entrada na Mesquita do Profeta, na cidade sagrada de Medina.

As autoridades afirmaram que a política ainda será aplicada no Ramadã, que deve começar em 12 de abril, mas não está claro quanto tempo ficará em vigor. Também não ficou claro se a resolução, que ocorre em meio a um aumento nas infecções por coronavírus na Arábia Saudita, seria estendida ao “hajj”, a peregrinação anual maior, no final deste ano.

O Ramadã costuma levar um grande fluxo de fiéis da Arábia Saudita e outros países muçulmanos a Meca. A Arábia Saudita já tinha suspendido em março do ano passado a “umrah”, que atrai milhões de peregrinos que gastam o equivalente a R$ 36 bilhões, segundo estimativas da Câmara de Comércio de Meca.

Numa primeira fase, apenas 6 mil sauditas e residentes estrangeiros na Arábia Saudita receberam, por dia, a autorização para realizar a “umrah”, que pode ser efetuada em qualquer época do ano, ao contrário do “hajj”, que ocorre apenas uma vez por ano.

Arábia Saudita

No final de julho do ano passado, a Arábia Saudita sediou uma peregrinação “hajj” de tamanho reduzido, um dos cinco pilares do islã e uma obrigação para os muçulmanos adultos, desde que eles tenham condições financeiras e de saúde para cumpri-lo.

Apenas até 10 mil residentes muçulmanos da própria Arábia Saudita puderam participar, um número muito inferior aos 2,5 milhões de muçulmanos de todo o mundo que participaram em 2019. Não está claro ainda quantos peregrinos receberão autorização para participar do “hajj” neste ano.

A Arábia Saudita relatou mais de 393 mil infecções por coronavírus e 6,7 mil mortes por covid-19. O Ministério da Saúde do país afirmou que administrou mais de cinco milhões de doses de vacina contra o coronavírus, em um país com uma população de mais de 34 milhões de pessoas.