Seleção feminina de futebol dos EUA pede fim da proibição de se ajoelhar

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Publicado terça-feira, 9 de junho de 2020 as 13:12, por: CdB

A seleção feminina de futebol dos Estados Unidos pediu à federação de seu país que revogue uma política que proíbe atletas de se ajoelharem durante o hino nacional e peça desculpas aos jogadores e torcedores negros.

Por Redação, com Reuters – de Nova York/Madri

A seleção feminina de futebol dos Estados Unidos pediu à federação de seu país que revogue uma política que proíbe atletas de se ajoelharem durante o hino nacional e peça desculpas aos jogadores e torcedores negros.

Bruce Maxwell, do Oakland Athletics, se ajoelha durante execução do hino nacional dos EUA
Bruce Maxwell, do Oakland Athletics, se ajoelha durante execução do hino nacional dos EUA

A Federação de Futebol dos EUA (USSF) realizará uma reunião extraordinária na terça-feira para considerar a eliminação da regra, que exige que jogadores “permaneçam em pé respeitosamente durante os hinos nacionais em qualquer evento em que a federação esteja representada”.

Ajoelhar-se virou um símbolo da luta contra a brutalidade policial usado por manifestantes que inundaram as ruas das cidades dos EUA após a morte de George Floyd, um homem negro que morreu sob custódia policial em Mineápolis no mês passado.

“A federação deveria imediatamente revogar a ‘Política do Hino’, publicar uma declaração reconhecendo que a política estava errada quando foi adotada e pedir desculpas aos nossos jogadores e torcedores negros”, afirmou comunicado da associação nacional de jogadoras dos Estados Unidos na segunda-feira.

Jogadores e torcedores negros

“Além disso, acreditamos que a federação deveria apresentar seus planos de como apoiará agora a mensagem e o movimento que tentou silenciar há quatro anos.”

A USSF disse à agência inglesa de notícias Reuters em um email que uma votação poderia ocorrer após a teleconferência desta terça-feira ou na sexta-feira na reunião trimestral do conselho executivo.

A política foi implementada em 2017, depois que a jogadora Megan Rapinoe se ajoelhou durante o hino antes de uma partida contra a Tailândia no ano anterior, em gesto popularizado pelo quarterback Colin Kaepernick na NFL.

Liga dos Campeões

O prefeito de Madri disse que a capital espanhola está negociando para receber a final da Liga dos Campeões deste ano, se os organizadores decidirem transferir a partida de Istambul devido à crise do coronavírus.

O maior jogo do futebol europeu estava programado para ser disputado no Estádio Ataturk, em Istambul, em 30 de maio, mas a competição foi paralisada nas oitavas de final, em março, por causa da pandemia.

– Sei que estão sendo feitos arranjos e quero declarar apoio absoluto da prefeitura para que a final da Liga dos Campeões seja realizada em Madri – afirmou o prefeito da cidade, José Luis Martínez, à rede 13tv, de acordo com o jornal Marca de terça-feira.

Nenhum anúncio oficial foi feito sobre se a final será realizada em Istambul. Uma reportagem do New York Times no mês passado informou que o evento não aconteceria na cidade turca e que locais alternativos estavam sendo considerados.

A Uefa, que não quis comentar a declaração do prefeito de Madri, disse que um grupo de trabalho havia sido criado e que “uma variedade de opções” estava sendo analisada, acrescentando que uma reunião do Comitê Executivo em 17 de junho proporcionaria mais clareza.

É provável que a final seja realizada sem torcedores, como tem acontecido nas principais ligas europeias, incluindo a Bundesliga, que voltou no mês passado, e o Campeonato Espanhol.

A Espanha está entre os países mais afetados pela pandemia de coronavírus, registrando mais de 27 mil mortes.