Senado derrota Bolsonaro e impõe o fim do decreto sobre o porte de armas

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 18 de junho de 2019 as 22:02, por: CdB

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já havia aprovado, na semana passada, um relatório que pede a suspensão da medida aprovada por Bolsonaro.

 

Por Redação – de Brasília

 

O Senado derrotou, na noite desta terça-feira, por 47 votos favoráveis e 28 contra, o decreto do presidente Jair Bolsonaro que liberava o porte ampliado de armas para agentes públicos e determinadas categorias profissionais. A Casa interrompeu, desta forma, a principal promessa de campanha do mandatário neofascista.

Bolsonaro, cada vez mais enfraquecido no Congresso, é derrotado em seu principal mote de campanha
Bolsonaro, cada vez mais enfraquecido no Congresso, é derrotado em seu principal mote de campanha

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já havia aprovado, na semana passada, um relatório que pede a suspensão da medida aprovada por Bolsonaro.

Votação

Antevendo a derrota, no Senado, Bolsonaro declarou que não poderia fazer nada se o plenário assim decidisse.

— O povo deve ter o direito às armas para se defender daqueles que ousem tirar a sua liberdade — argumentou Bolsonaro.

Em um outro vídeo, distribuído à larga pouco antes da votação, Bolsonaro havia defendido o decreto das armas.

— Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô — esbravejo o presidente junto aos jornalistas que o cercavam.

Até jornalistas

Ele concedeu a entrevista logo após cerimônia de hasteamento da bandeira com ministros, no Palácio do Planalto, pela manhã.

— Nós sabemos que no Brasil, hoje em dia, quem está à margem da lei está armado. Queremos, para o lado de cá, dar o direito à legitima defesa, que foi decidido nas urnas em 2005. Nada mais estou fazendo do que atendendo a vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo — acrescentou.

O decreto de armas, assinado por Bolsonaro no dia 7 de maio, facilitava o porte de armas de fogo para 20 categorias, incluindo políticos eleitos, caminhoneiros e oficiais de Justiça e até jornalistas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *