Senado dos EUA pede que membros evitem Zoom por questões de segurança de dados

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Publicado quinta-feira, 9 de abril de 2020 as 11:28, por: CdB

O uso do Zoom disparou depois que partidos políticos, escritórios corporativos, escolas, organizações e milhões em todo o mundo começaram a trabalhar em casa após os bloqueios impostos para retardar a propagação do coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Washington/São Paulo

O Senado dos EUA disse a seus membros para não usar o aplicativo de videoconferência Zoom devido a questões de segurança de dados, informou o Financial Times nesta quinta-feira, mesmo com a empresa tentando controlar uma reação global contra seu aplicativo, que tem mostrado rápido crescimento.

O Senado dos EUA disse a seus membros para não usar o aplicativo de videoconferência Zoom
O Senado dos EUA disse a seus membros para não usar o aplicativo de videoconferência Zoom

Foi pedido aos senadores que encontrassem uma plataforma alternativa para trabalhar remotamente, informou o Financial Times citando uma pessoa que viu o comunicado, acrescentando que o Senado ficou perto de proibir oficialmente o serviço da Zoom Video Communications Inc..

O uso do Zoom disparou depois que partidos políticos, escritórios corporativos, escolas, organizações e milhões em todo o mundo começaram a trabalhar em casa após os bloqueios impostos para retardar a propagação do coronavírus.

Usuários

O grande afluxo de usuários em sua plataforma, no entanto, suscitou preocupações que vão desde a falta de criptografia de ponta a ponta das sessões de reunião, roteamento de tráfego pela China e “zoombombing” – quando convidados indesejados interrompem as reuniões.

Para resolver essas preocupações, a empresa contratou o ex-chefe de segurança do Facebook Alex Stamos como consultor e formou um comitê consultivo para analisar suas práticas de privacidade e segurança.

Na quarta-feira, o Google, da Alphabet, baniu a versão para desktop do Zoom de seus laptops corporativos.

Taiwan e Alemanha já impuseram restrições ao uso de Zoom, enquanto a SpaceX de Elon Musk proibiu o aplicativo por questões de segurança. A empresa também enfrenta uma ação coletiva.

O Zoom não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a reportagem.

Aplicativos de fintechs

O Brasil chegou à impressionante marca de 800 milhões de aplicativos financeiros baixados nos últimos três anos, na esteira da intensa proliferação das fintechs, mas as plataformas online ainda estão longe de atingir o mesmo nível de fidelidade dos clientes de bancos tradicionais, segundo um estudo.

De acordo com o levantamento, feito pela empresa de medição de performance de marketing digital AppsFlyer, entre 2017 e 2019 o ritmo de downloads de aplicativos de serviços financeiros cresceu 4,5 vezes, diante da multiplicação de fintechs, bancos digitais e dos serviços dos próprios grandes bancos de varejo.

Segundo o estudo, o Brasil se tornou o terceiro maior mercado do mundo em número de aplicativos financeiros baixados, respondendo por 8,5% de todas as instalações aplicativos no país, mais do que o dobro da taxa global.

O levantamento inclui 350 aplicativos, contemplando pagamentos, investimentos, gestão financeira, transferência de recursos e seguros, entre outros.

A rápida disseminação dos aplicativos financeiros teve como pano de fundo a popularização dos bancos digitais, com oferta de isenção de tarifas e juros mais baixos para empréstimos do que os cobrados no bastante concentrado sistema financeiro tradicional.

Apesar da enorme quantidade de downloads, a AppsFlyer detectou que o universo atual de usuários ativos de serviços financeiros por aplicativos financeiros é de cerca de 60 milhões de pessoas, considerando aqueles que fizeram ao menos uma transação num período de 60 dias.

Os números também mostram que cerca de 40% dos downloads de aplicativos financeiros executados foram fruto de anúncios em redes sociais que já tinham um link para baixar o aplicativo.

Segundo os autores do estudo, as fintechs e os bancos digitais ainda têm um grande espaço para crescer no país, movimento que será catalisado pelo isolamento social provocado pelo coronavírus e pela entrada em vigor do open banking, prevista para o final deste ano.

No entanto, os números qualitativos têm mostrado que a lealdade dos clientes no longo prazo é um desafio para quem não é um banco tradicional.

Lealdade dos clientes

“Não é de surpreender que os bancos tradicionais tenham a melhor retenção, pois seus usuários verificam regularmente o saldo da sua conta bancária e obtêm outras informações”, diz um trecho do relatório.

Para ampliar a qualidade de captação de clientes, os participantes do mercado têm investido mais em ferramentas digitais, o que tem ajudado a ampliar o chamado custo de aquisição de cliente, que chegou a cerca de US$ 2,50 em dezembro, mais do que o dobro em relação a janeiro.

Outro ponto de atenção para os novos entrantes, segundo a AppsFlyer, é o alto índice de fraudes. De acordo com a companhia, três de cada quatro dos aplicativos financeiros instalados no Brasil têm taxa de fraude de instalação superior a 30%.

– A conclusão é óbvia: os aplicativos financeiros no Brasil que não estão se protegendo provavelmente estão desperdiçando seu orçamento de forma significativa – disse Marlon Luft, diretor de marketing Latam da AppsFlyer no Brasil.

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