Senador norte-americano pede investigação criminal sobre ‘práticas predatórias de dados’ da Amazon

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Publicado terça-feira, 28 de abril de 2020 as 14:36, por: CdB

O senador dos Estados Unidos Josh Hawley pediu ao Departamento de Justiça do país para abrir uma investigação criminal sobre a Amazon, dizendo que a varejista online estava construindo um monopólio utilizando “práticas predatórias” com vendedores que utilizam sua plataforma.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Washington

O senador dos Estados Unidos Josh Hawley pediu ao Departamento de Justiça do país para abrir uma investigação criminal sobre a Amazon, dizendo que a varejista online estava construindo um monopólio utilizando “práticas predatórias” com vendedores que utilizam sua plataforma.

Um representante do Departamento de Justiça disse que órgão recebeu a carta do senador e que a está analisando
Um representante do Departamento de Justiça disse que órgão recebeu a carta do senador e que a está analisando

Hawley, um republicano que critica grandes plataformas de tecnologia como Google, expressou preocupação com uma reportagem do Wall Street Journal que afirma que a Amazon coleta dados sobre produtos vendidos por terceiros em seu site para criar cópias de sua própria marca, dizendo que isso vai muito além do que as lojas físicas são capazes de fazer.

– Escrevo para pedir a abertura de uma investigação criminal antitruste contra a Amazon. Relatos recentes sugerem que a Amazon se envolveu em práticas de dados predatórias e excludentes para construir e manter um monopólio – escreveu Hawley em uma carta ao procurador-geral William Barr, datada desta terça-feira.

Hawley observou que a prática é “especialmente preocupante”, uma vez que muitos pequenos varejistas foram forçados a fechar temporariamente suas lojas e tornaram-se mais dependentes das vendas online por causa das medidas de saúde pública ordenadas para retardar a disseminação do coronavírus.

A Amazon afirmou em comunicado que “proíbe estritamente os funcionários de usar dados não públicos e específicos de vendedores para determinar quais produtos de sua marca serão lançados”.

“Embora não acreditemos que essas alegações feitas pelo Wall Street Journal sejam precisas, levamos essas acusações muito a sério e iniciamos uma investigação interna”, disse um porta-voz da Amazon.

Um representante do Departamento de Justiça disse que órgão recebeu a carta do senador e que a está analisando.

Videoconferências

A Amazon está testando o uso de videoconferências para verificar a identidade de comerciantes que desejam vender mercadorias em seus sites, em um novo plano para combater fraudes sem a necessidade de encontros presenciais durante a pandemia, disse a empresa no domingo.

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A maior varejista online do mundo há muito tempo enfrenta um minucioso exame sobre como verifica falsificações e produtos supostamente inseguros em sua plataforma. Os produtos falsificados frustraram grandes marcas como Apple e Nike e desencorajaram algumas de vender pela Amazon.

Programa piloto

A Amazon disse que seu programa piloto começou no início deste ano e inclui compromissos presenciais com possíveis vendedores. No entanto, mudou exclusivamente para a videoconferência em fevereiro devido a requisitos de distanciamento social relacionados ao coronavírus.

A verificação por entrevista, além de outras análises de risco realizadas pela Amazon, ocorreram com mais de mil candidatos de China, Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

O aumento da moderação pode dificultar alguns vendedores da China, que registraram várias contas usando redes privadas da internet ou contas de serviços públicos falsos. Os comerciantes na China responderam por 40% dos 10 mil principais vendedores da Amazon na Europa, segunda pesquisa de 2019 da Marketplace Pulse.