Senadores da CPI da Covid promovem desagravo a ministro do STF Alexandre de Moraes

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Publicado terça-feira, 24 de agosto de 2021 as 16:49, por: CdB

Segundo o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o encontro foi um ato de solidariedade, uma vez que o pedido de impeachment foi um ato político, sem embasamento jurídico, por parte do presidente, para tentar intimidar e ameaçar o ministro.

Por Redação – de Brasília

Ao menos 10 senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid participaram, na tarde desta terça-feira, de uma visita de solidariedade ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O magistrado é alvo de um pedido de impedimento apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Randolfe Rodrigues
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esteve na comissão de senadores que visitou Alexandre de Moraes

Segundo o pelo vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que participou da visita, o encontro foi um ato de solidariedade, uma vez que o pedido de impeachment foi um ato político, sem embasamento jurídico, por parte do presidente, para tentar intimidar e ameaçar o ministro.

— O presidente quer seguir na sua guerra política com o Judiciário, em especial com Alexandre de Moraes e (o também ministro) Luís Roberto Barroso, e a CPI vai prestar solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes — adiantou o senador.

Arruaças

Para o jornalista Tales Faria, em sua coluna no portal UOL — de propriedade do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo — o principal objetivo de Bolsonaro ao pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes será o de impedir que ele conduza as eleições de 2022, uma vez que o ministro será o sucessor de Luís Barroso à frente do Tribunal Superior Eleitoral e, caberá a ele, conduzir a eleição de 2022.

Segundo o colunista, a estratégia de Bolsonaro é criar um constrangimento tamanho que impeça Moraes de “presidir uma eleição em que um dos principais candidatos seja seu inimigo pessoal”. Por este motivo, diz ele, há tanto esforço de Bolsonaro em provocar Moraes.

Na análise do colunista, Bolsonaro está estrategicamente encontrando mais um tema polêmico para as eleições do ano que vem, além do voto impresso. Caso o ministro Alexandre de Moraes não se declare impedido de comandar as eleições, os apoiadores de Bolsonaro terão mais argumentos infundados para promover arruaças pelo país.

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