Sergei Skripal não está mais em estado grave, diz hospital

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Publicado sexta-feira, 6 de abril de 2018 as 14:44, por: CdB

Sergei Skripal, 66, e sua filha Yulia foram encontrados inconscientes em um banco público na cidade inglesa de Salisbury em 4 de março

Por Redação, com Reuters – de Londres:

O ex-espião russo Sergei Skripal não está mais em estado grave e sua saúde está melhorando rapidamente mais de um mês após ter sido envenenado com um agente nervoso, informou o hospital responsável por seus cuidados nesta sexta-feira.

Ex-espião russo Sergei Skripal durante audiência em tribunal militar de Moscou

Sergei Skripal, 66, e sua filha Yulia foram encontrados inconscientes em um banco público na cidade inglesa de Salisbury em 4 de março.

A Grã-Bretanha disse que eles foram envenenados com um agente nervoso desenvolvido inicialmente pela União Soviética. A Rússia negou que tivesse algo a ver com o primeiro uso conhecido de tal toxina em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

Tratamento

– Ele está respondendo bem ao tratamento, se recuperando rapidamente e não está mais em estado grave – disse em comunicado a diretora médica do hospital de Salisbury, Christine Blanshard.

Na quinta-feira, a TV estatal russa informou que Yulia telefonou para sua prima e disse; que ela e seu pai estavam se recuperando e que ela esperava sair do hospital em breve.

A Grã-Bretanha disse que a Rússia é culpada pelo ataque; enquanto Moscou nega qualquer envolvimento. O incidente teve ramificações diplomáticas importantes; com expulsões em massa de diplomatas russos e ocidentais.

Rússia

A Rússia disse ao Reino Unido no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira; que “vocês estão brincando com fogo e se arrependerão” devido às acusações de que Moscou é culpada pelo envenenamento de um ex-espião russo e sua filha.

Foi a segunda confrontação entre os dois países no organismo desde o ataque com agente nervoso contra Sergei e Yulia Skripal; em uma cidade inglesa em 4 de março. A Rússia, que convocou a reunião de quinta-feira; nega qualquer envolvimento.

O ataque

O ataque teve grandes ramificações diplomáticas; levando a expulsões em massa de diplomatas russos e ocidentais. O conselho de 15 membros se reuniu para debater a questão pela primeira vez em 14 de março a pedido do Reino Unido.

– Dissemos a nossos colegas britânicos que ‘vocês estão brincando com fogo e se arrependerão’ – afirmou o embaixador russo na ONU; Vassily Nebenzia; durante um discurso de mais de 30 minutos; que tentou desqualificar as alegações britânicas contra Moscou.

Ele argumentou que qualquer pessoa que assista seriados policiais; como o britânico “Midsomer Murders”; conheceria “centenas de maneiras inteligentes de matar alguém”; para ilustrar a natureza “arriscada e perigosa” do método que Londres diz ter sido usado para atingir Skripal.

A polícia britânica

A polícia britânica acredita que um agente nervoso foi deixado na porta da frente da casa de Salisbury onde Skripal morava; desde que foi libertado graças a uma troca de espiões; ele foi um coronel da inteligência militar que denunciou dezenas de agentes russos ao serviço de espionagem britânico MI6.

– Acreditamos que as ações do Reino Unido suportam qualquer escrutínio – disse a embaixadora britânica na ONU, Karen Pierce, ao Conselho de Segurança.

– Não temos nada a esconder… mas de fato temo que a Rússia pode ter algo a temer.

ONU

Na quarta-feira, a Rússia pediu uma investigação conjunta sobre o envenenamento dos Skripal à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq); mas perdeu uma votação da medida.

– Acolher cientistas russos em uma investigação na qual eles são os perpetradores mais prováveis do crime em Salisbury; seria como a Scotland Yard convidar o professor Moriarty – disse Karen aos repórteres na manhã de quinta-feira; citando o arqui-inimigo do detetive fictício Sherlock Holmes.

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