Sergey Sirotkin surpreenderá em 2018, diz Williams

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Publicado sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018 as 15:01, por: CdB

O piloto de 22 anos correrá ao lado do canadense Lance Stroll, que só tem 19 anos, na ex-equipe campeã do mundo substituindo o brasileiro Felipe Massa, hoje aposentado

Por Redação, com Reuters – de Londres:

A Williams disse que o novato russo Sergey Sirotkin mereceu seu lugar na equipe de Fórmula 1 e que provavelmente surpreenderá as pessoas nesta temporada.

Sergey Sirotkin em lançamento da William

O piloto de 22 anos correrá ao lado do canadense Lance Stroll, que só tem 19 anos; na ex-equipe campeã do mundo substituindo o brasileiro Felipe Massa, hoje aposentado.

O russo foi piloto reserva da Renault e ficou em terceiro lugar na categoria GP2 em 2015 e 2016.

Produto do programa de novos pilotos SMP, criado pelo oligarca russo Boris Rotenberg; a ascensão de Sirotkin fez muitos questionarem o quanto ela foi acelerada por seu apoio financeiro.

– Acho que Sergey provavelmente é um destes pilotos dos quais você talvez não tenha ouvido falar tanto quanto alguns outros talentos que entram no esporte; por qualquer que seja a razão – disse a vice-chefe da escuderia, Claire Williams, em um evento de lançamento.

– Mas acho que ele surpreenderá muita gente neste ano.

– Sua capacidade técnica, combinada com sua eficiência na pista, é realmente impressionante – disse a filha do fundador e chefe de equipe Frank Williams.

Tanto ela quanto o diretor técnico, Paddy Lowe, refutaram as insinuações de que o dinheiro influenciou a decisão.

Fórmula 1 continuará a ter ‘glamour’

A Fórmula 1 não terá mais modelos desfilando no grid de largada nesta temporada, mas continuará sendo um esporte com “glamour e mística”, de acordo com o presidente e diretor-executivo Chase Carey.

O norte-americano, que substituiu o octogenário Bernie Ecclestone no ano passado, disse a repórteres que ele mesmo teria mantido as modelos; que exibiam os números dos pilotos em placas antes da corrida; mas aceitou que outras pessoas têm opiniões diferentes.

Na semana passada a Fórmula 1 anunciou que não usará mais as modelos porque o hábito “não ecoa os valores de nossa marca; e está claramente em choque com as normas sociais dos dias de hoje”.

– Acho que a reação foi o que se esperava – disse, segundo o jornal britânico Daily Telegraph. “Não surpreende que torcedores de longa data o vejam; como parte do esporte com o qual cresceram, e respeito isso”.

– Na verdade, se dependesse só de mim, eu pessoalmente gosto das garotas no grid –  acrescentou. “Mas a decisão não cabe a mim, a decisão cabe aos torcedores”.

Carey disse que um número significativo de pessoas considera o uso de modelos “um elemento de exploração”, antiquado e impróprio; ainda que as próprias modelos tenham orgulho do trabalho.

A Fórmula 1 anunciou um novo programa chamado “Meninos do Grid” para substituir as modelos quando a nova temporada estrear na Austrália em 25 de março.

Corda bamba nos EUA

A Fórmula 1 está na corda bamba em um momento em que os novos donos da categoria, a Liberty Media, buscam expandi-la na América do Norte, alertou o chairman da Ferrari, Sergio Marchionne.

Marchionne, que também é presidente-executivo da Fiat Chrysler, reconheceu que há uma grande oportunidade de conquistar novas audiências nos Estados Unidos; mas disse que a herança da categoria precisa ser respeitada.

A Liberty, sediada nos Estados Unidos e que assumiu a F1 em janeiro, planeja acrescentar ao menos mais uma corrida na América do Norte ao calendário após 2018 e quer incrementar o show durante os fins de semana de Grandes Prêmios.

— Acho que é justo dizer que (o chairman da F1) Chase (Carey) e eu concordamos que precisamos de espaço nos Estados Unidos — disse Marchionne. Ele falou a repórteres, na véspera; durante uma apresentação da nova parceria da Alfa Romeo com a equipe suíça Sauber.

Corda bamba

Carey também participou do evento.

— Acho que há uma oportunidade aqui, se fizermos as coisas certas, para tornar este um esporte relevante no ambiente norte-americano. E se fizermos isso, o esporte se beneficiará, tremendamente. Mas eu faço uma grande ressalva sobre isso… Precisamos ser cuidadosos para que esse desejo de nos tornarmos atrativos ao público norte-americano não acabe afugentando o DNA de um esporte que tem algumas origens nobres — ponderou Marchionne.

Marchionne, que tem dupla cidadania italiana e canadense, disse que a dignidade da categoria tem de ser respeitada.

— Acho que temos que preservá-la, temos que modernizá-la de forma que os norte-americanos a considerem relevante. E essa é a trilha complicada pela qual eu acho que eu e Chase temos que caminhar… Acho que caminhamos sobre uma corda bamba aqui — concluiu.

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