Série eleições 2018: o voto consciente

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Publicado sexta-feira, 18 de maio de 2018 as 09:48, por: CdB

Nestas eleições, assim como deveria ter sido nas anteriores, o exercício da cidadania, mediante o voto, deve sempre acontecer de forma consciente. Os recentes episódios de corrupção eleitoral nos planos federal, estadual e municipal reforçam esta convicção. Assim, os eleitores devem priorizar candidatos que tenham ou reúnam as credenciais e as recomendações apontadas neste texto

Por Antônio Augusto de Queiroz – de Brasília:

O voto consciente é um importante instrumento para evitar os escândalos, que criam desilusão e afastam os eleitores do exercício do direito de votar, além de ser fundamental para eleger cidadãos com visão republicana e vocacionados ao exercício de mandatos e da liderança política. A omissão das pessoas conscientes e corretas nas disputas eleitorais faz com que políticos inescrupulosos sejam eleitos e coloquem seus interesses particulares, e de grupos, acima dos interesses coletivos.

O voto consciente é um importante instrumento para evitar os escândalos

Os candidatos devem merecer o apoio e voto por seus compromissos de campanha, inclusive os que já detêm mandato, por suas gestões, atitudes; comportamentos e votos no exercício das funções públicas. Atributos físicos, boa oratória ou distribuição de favores, bens ou dinheiro não podem, nem devem orientar o voto consciente.

O voto deve ser livre

O voto deve ser livre, soberano, independente e recair sobre pessoas; que os eleitores consideram capacitadas técnica; ética, política e moralmente para representá-los; tanto no Congresso Nacional (Câmara e Senado) e nas Assembleias Legislativas; onde terão a missão de fazer leis, fiscalizar a aplicação do dinheiro dos impostos e formular políticas públicas; quanto no Poder Executivo (Presidência da República ou nos Governos Estaduais); administrando o orçamento em favor da população.

Voto

Por isso, antes do ato de votar, que consiste em entregar a outras pessoas o direito de decidir em seu nome; o eleitor precisa: a) saber se o candidato é honesto; b) conhecer a história dele, candidato; c) examinar seu programa de governo ou plataforma de campanha; d) saber o que ele pensa; e o que pretende fazer depois de eleito; e e) procurar saber quem são seus doadores de campanha.

Para bem escolher seu candidato, é preciso ter cuidado na seleção das fontes de consulta. Existem vários portais na Internet; a serviço do poder econômico; mas que se apresentam como defensores da cidadania; do civismo e do interesse público – elaborando ranking político e enaltecendo apenas aqueles candidatos; novos ou que tentam a reeleição; identificados com o ideário neoliberal ou liberal-fiscal.

Candidatos

Na procura por informações sobre os candidatos, priorize fontes confiáveis; como os portais oficiais da Câmara e do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral e/ou de entidades da sociedade civil; como o da Transparência Brasil, do Movimento Basta; do Poder360, do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, do Congresso em Foco.

Do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), do Voto Consciente; do PACS (Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), do CEFEMEA (Centro Feminista de Estudo e Assessoria); das centrais sindicais e de outras organizações comprometidas; com os interesses coletivos e a justiça social no país.

Cidadão

Procedendo deste modo, cada cidadão dará sua contribuição para estimular a participação política e eleitoral; para a difusão da consciência política, para o resgate da política e para o aprofundamento dos pilares da democracia; além de contribuir para a renovação qualitativa da nossa representação; elegendo ou reelegendo aqueles que têm vocação para o exercício da política; e para a defesa do interesse coletivo.

Este texto teve por base as cartilhas, de nossa autoria; com os títulos: “Eleições Gerais 2018: orientação a candidatos e Eleitores” e “Sistema Político e suas instituições”, ambas editadas pelo Diap.

Antônio Augusto de Queiroz, é jornalista, analista político.

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