Serviço: setor apresenta ritmo lento de cresicmento no país

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Publicado quarta-feira, 4 de setembro de 2019 as 10:59, por: CdB

O elo mais fraco do setor de serviços do Brasil continua sendo o emprego.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

A atividade do setor de serviços no Brasil se expandiu em agosto pelo segundo mês consecutivo, mostrou uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, embora o ritmo de crescimento tenha diminuído.

O índice IHS Markit para o setor de serviços do Brasil caiu para 51,4, de 52,2 em julho, a segunda leitura consecutiva acima de 50,0, o que indica pelo menos uma consolidação do crescimento econômico mais amplo no terceiro trimestre do ano.

Embora o subíndice de emprego em serviços tenha em agosto quebrado uma série de cinco meses de leituras abaixo de 50, subiu para apenas 50,5, refletindo um ritmo lento

Leituras acima de 50,0 indicam expansão da atividade e abaixo, contração. Os serviços representam mais de 70% de toda a atividade econômica no Brasil.

Também nesta semana, dados do IHS Markit mostraram que o setor manufatureiro brasileiro cresceu em agosto no ritmo mais rápido desde março. Com isso, o PMI composto do Brasil subiu para 51,9 em agosto, também o mais alto desde março.

A economia do Brasil cresceu 0,4% no segundo trimestre, uma recuperação surpreendentemente forte ante a contração do primeiro trimestre, o que significa que uma recessão foi confortavelmente evitada. Os dados do PMI referentes aos dois primeiros meses do terceiro trimestre apontam um crescimento contínuo.

As novas encomendas empresariais aumentaram pelo segundo mês consecutivo, mas novos pedidos do exterior caíram pelo sexto mês consecutivo, informou o IHS Markit. Desde março de 2015, os novos pedidos de exportação aumentaram apenas duas vezes.

Mas o elo mais fraco do setor de serviços do Brasil continua sendo o emprego. Embora o subíndice de emprego em serviços tenha em agosto quebrado uma série de cinco meses de leituras abaixo de 50, subiu para apenas 50,5, refletindo um ritmo extremamente lento de contratação.

O índice de emprego em serviços só ficou acima de 50,0 três vezes desde que o Brasil saiu da severa recessão de 2015-16. A última vez que esteve acima do nível de 50,5 marcado em agosto foi há quatro anos e meio, em fevereiro de 2015, mostram os dados do IHS Markit.

De acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil caiu a 11,8% nos três meses até julho, puxada pelo alto índice de vagas informais no país. Esta foi a quarta queda consecutiva e para o menor patamar desde dezembro de 2018.

A mediana das previsões em pesquisa da Agência Reuters era de que a taxa ficaria em 11,9% no período. A taxa recuou 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2019 (12,5%) e caiu 0,5 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (12,3%).

Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, também um recorde na série histórica. Já os autônomos, somaram 24,2 milhões.

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