Servidores fazem ato desmonte da saúde de São Paulo

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Publicado sexta-feira, 15 de junho de 2018 as 15:43, por: CdB

Para dirigente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, sucateamento que começou na gestão João Doria e segue com Bruno Covas (PSDB), pode ser um indicativo de privatização do setor

Por Redação, com RBA – de São Paulo:

Trabalhadores e usuários do serviço público de saúde na cidade de São Paulo realizaram um ato, em São Paulo, contra os problemas considerados graves no setor. Eles exigem que a gestão de Bruno Covas (PSDB) atenda, imediatamente, a decisão do Ministério Público (MP-SP) e reabra as unidades fechadas, recontrate os funcionários e dê condições de atendimento.

Sindsep denuncia que os hospitais estão sem condições de atendimento e os poucos trabalhadores estão adoecendo

Segundo os manifestantes, já foram várias tentativas de diálogo com a prefeitura, mas até agora nada foi resolvido. A saúde “continua um caos” e os trabalhadores do setor querem uma agenda, junto ao Conselho Municipal de Saúde, para que o poder público dê uma resposta para as questões sérias que a saúde enfrenta.

Na quinta-feira, a Prefeitura emitiu nota afirmando que as determinações do MP-SP serão atendidas.

– O governo (do ex-prefeito João Doria) veio com uma proposta de fechar 108 unidades de saúde na cidade de São Paulo. Nós estamos num momento de crise onde a população está perdendo a sua condição de manter um plano de saúde. No momento em que a demanda cresce, o governo está fechando unidade – critica Lourdes Estevam, secretária do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep).

O sindicato também denuncia que os hospitais estão sem condições de atendimento e os poucos trabalhadores estão adoecendo. “Eles estão pedindo um basta nessa situação. O Samu está em frangalhos, nem o pessoal da vigilância sanitária consegue trabalhar, porque não tem carro”, diz Sérgio Antiqueira, presidente do (Sindsep).

Médicos

Também faltam médicos, ainda segundo aquele sindicato, medicamentos e estrutura para atender à população e as pessoas pobres são as que mais sofrem. Desempregada, Maria Aparecida do Camargo, depende da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jaçanã, na zona norte. “Passei ontem na clínica geral pedindo o encaminhamento a um dermatologista, mas eles disseram que não tem especialista lá. Pediram uns exames para ter mais ou menos o prognóstico. Quando fui marcar os exames, a atendente disse que não tinha laboratório”, relata ela.

Enfermeira há 18 anos, Rosa Leite trabalha há quatro no pronto socorro do Tatuapé, na zona leste, enunca viu a saúde tão precária na cidade de São Paulo. “Falta funcionários, acomodação para pacientes, medicações e até leitos. As salas de emergências muito lotadas”, lamenta.

Para Julianna Salles, dirigente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), o sucateamento da saúde pode ser um indicativo de privatização do setor. “Desde a nova gestão do município, os estabelecimentos de saúde são fechados ou precarizados. O intuito é claro: a entrega para a iniciativa privada e terceirização dos médicos. Estamos numa situação absurda, além de sobrevivência dos profissionais, mas de vida e morte da população”, acrescenta.

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