Servidores do hospital de campanha do Maracanã denunciam a retirada de respiradores

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Publicado domingo, 17 de maio de 2020 as 13:30, por: CdB

Os equipamentos novos foram levados para a unidade hospitalar provisória de São Gonçalo, que foi inaugurada neste domingo.

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro

Servidores do hospital de campanha do Maracanã, no Rio de Janeiro, denunciaram a retirada de 20 dos 29 respiradores da unidade na sexta-feira.

Denúncia aponta que equipamentos foram levados para a unidade hospitalar provisória de São Gonçalo
Denúncia aponta que equipamentos foram levados para a unidade hospitalar provisória de São Gonçalo

Os equipamentos novos foram levados para a unidade hospitalar provisória de São Gonçalo, que foi inaugurada neste domingo.

Segundo informações do portal G1, a decisão pegou a equipe médica de surpresa. Alguns dos respiradores, segundo a denúncia, estariam sendo usados por pacientes em tratamento de coronavírus no momento da retirada. Eles foram substituídos por equipamentos mais antigos e com recursos limitados.

Muito paciente indo a óbito por conta do desfalque causado na estrutura de atendimento para o novo covid-19, disse um funcionário.

O hospital de campanha do Maracanã começou a funcionar no último dia 9, com capacidade para 400 leitos, 50 deles são de UTI (unidade de terapia intensiva).

De acordo com apuração do portal de notícias, apenas 170 leitos estão funcionando. A unidade é uma das seis sob gestão do governo de Wilson Witzel.

Fiscalização

Durante uma fiscalização no local, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ) afirmou que a equipe médica tem apenas cinco copos de água para beber por plantão de 12 horas e está recebendo salário abaixo do piso.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio disse que vai apurar o caso e se constatar as irregularidades, vai notificar a Organização Social Iabas, responsável pela administração do hospital do Maracanã.

Secretário de saúde

O secretário de saúde, Edmar Santos, se antecipou à decisão de Wilson Witzel e pediu exoneração do cargo. A solicitação foi prontamente aceita pelo governador do Rio, que pretende ainda demitir nesta semana o secretário de desenvolvimento econômico, Lucas Tristão, por sua proximidade com o empresário Mário Peixoto, preso pela Polícia Federal por suspeição de atuar de modo criminoso em contratos de prestação de serviço.

Segundo uma fonte com livre trânsito no palácio Guanabara, dois outros secretários estão em situação muito delicada. O de Ciência de Tecnologia, Leonardo Rodrigues, e o de Educação, Pedro Fernandes, Em ambas as pastas, há presença hegemônica e suspeita das empresas de Mário Peixoto em contratos sem licitação.

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