Sharon e Abbas dizem que vão cumprir plano de paz

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Publicado quarta-feira, 4 de junho de 2003 as 12:46, por: CdB

Em discursos após a cúpula com os Estados Unidos, os primeiros-ministros de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas – também conhecido como Abu Mazen -, se comprometeram com o plano de paz que prevê a criação do Estado palestino até 2005.

O presidente americano, George W. Bush, que mediou o encontro em Aqaba, na Jordânia, afirmou que a “terra sagrada” deve ser dividida entre os dois povos e que esse objetivo não será atingido com ódio entre eles.

Abbas prometeu combate ao extremismo e o fim da Intifada, revolta armada à ocupação israelense. Afirmou também que não haverá estímulo ao ódio contra Israel e que as armas do território ficarão nas mãos dos encarregados de promover o respeito à lei.

Já Ariel Sharon se comprometeu em acabar imediatamente com os postos de guarda não-autorizados na divisa e disse que o futuro Estado palestino vai encontrar em Israel um vizinho pacífico. Também assumiu compromisso com a continuidade territorial do novo país.

Bush elogiou os dois líderes e afirmou que o novo Estado será conquistado com boa fé, trabalho duro e coragem.

O presidente americano disse esperar que quaisquer referências de ódio e preconceito contra Israel sejam retiradas de livros didáticos do território palestino.

Ele declarou também que o secretário de Estado, Colin Powell, e sua assessora de Seguranca Nacional, Condoleezza Rice, serão seus representantes na região para verificar se os dois lados vão cumprir o acordo.

Pouco depois do fim do encontro em Aqaba, o grupo militante palestino Hamas divulgou uma nota afirmando que vai continuar a luta armada contra a ocupação israelense.

De acordo com a nota, o povo palestino será “protegido” até que “o último centímetro do território palestino seja liberado”.

Num comunicado oficial antes do discurso na Jordânia, Sharon havia afirmado que o Estado palestino deverá ser desmilitarizado e que será o “lar da diáspora palestina”.

– Nenhum refugiado palestino terá permissão para entrar no território de Israel.

A questão dos cerca de 4 milhões de refugiados palestinos e do futuro de Jerusalém, dois dos temas mais espinhosos em pauta, devem ser discutidos no final do processo de paz, após o restabelecimento da confiança mútua.