Shell terá que explicar manchas de óleo nas praias nordestinas

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Publicado segunda-feira, 14 de outubro de 2019 as 13:22, por: CdB

Em nota, a Shell disse que “o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira”.

Por Redação, com Agências de Notícias – de Brasília

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá intimiar a Shell a respeito dos barris com a inscrição “Argina S3 30”, um lubrificante da petroleira, encontrados no litoral de Sergipe. Foram encontradas ainda etiquetas da multinacional de petróleo.

Shell nega que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado nas praias do Nordeste
Shell nega que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado nas praias do Nordeste

De acordo com estudos realizados pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), as manchas que se espalham pelo litoral nordestino é do mesmo material encontrado nos dentro dos barris.

Em entrevista a um programa de televisão, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que no dia 11 foi solicitado ao Ibama que o órgão intime a petroleira na tentativa de descobrir qual navio teria sido o responsável pelo despejo do material.

Em nota, a Shell disse que “o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira”.

Venezuela

Na última quinta-feira, o governo da Venezuela disse nesta quinta-feira que o país não é responsável pelo petróleo que atingiu praias do Nordeste do Brasil, após o ministro do Meio Ambiente dizer que as manchas de óleo provavelmente estão relacionadas a produto da Venezuela.

Em comunicado conjunto, o Ministério do Petróleo e a empresa estatal de petróleo PDVSA disseram que não receberam nenhum relato de clientes ou subsidiárias sobre vazamentos de petróleo perto do Brasil.

“Consideramos as declarações infundadas”, disse o comunicado, observando que as manchas estavam localizados a cerca de 6.650 quilômetros de sua infraestrutura de petróleo. “Não há evidências de vazamentos de petróleo nos campos de petróleo da Venezuela que possa ter causado danos ao ecossistema marinho de nosso vizinho.”

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